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ASML e TSMC impulsionam o mercado de semicondutores com resultados acima das projeções

16 jul 2026, 11:16
(Imagem: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração)

A ASML ocupa uma posição central na cadeia global de semicondutores por ser a única fabricante das máquinas de litografia mais avançadas, indispensáveis à produção dos chips utilizados em aplicações de inteligência artificial.

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A valorização de aproximadamente 75% de suas ações no ano reflete a expectativa de que os investimentos de empresas como Microsoft e Alphabet em infraestrutura de IA continuem impulsionando a demanda por equipamentos de fabricação.

Essa perspectiva ganhou força adicional após a companhia elevar, pela segunda vez no ano, sua projeção de vendas anuais para uma faixa entre US$ 49,3 bilhões e US$ 51,6 bilhões, significativamente acima das estimativas do mercado.

Os resultados da TSMC, divulgados na manhã de hoje, reforçam essa visão construtiva para o ciclo de semicondutores, apesar da reação negativa das ADRs listadas em NY no pre-market da manhã de hoje.

A maior fabricante terceirizada de chips do mundo registrou lucro líquido recorde de NT$ 706,56 bilhões (US$ 21,9 bilhões) no segundo trimestre, avanço de 77,4% em relação ao mesmo período do ano anterior e resultado superior aos NT$ 632,64 bilhões esperados.

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A receita alcançou NT$ 1,27 trilhão, o equivalente a aproximadamente US$ 39,45 bilhões, com crescimento anual de 36%. As tecnologias mais avançadas, de 7 nanômetros ou menos, responderam por 77% da receita com wafers, com destaque para os processos de 5 nanômetros, que representaram 33% do total, e de 3 nanômetros, responsáveis por outros 30%.

A companhia também elevou suas projeções e ampliou o orçamento de investimentos, sinalizando confiança na continuidade da demanda de clientes como Nvidia, Apple e Broadcom. Para o terceiro trimestre, a TSMC projeta receita entre US$ 44,6 bilhões e US$ 45,8 bilhões, com margem operacional de 56% a 58%.

O orçamento de capital foi elevado para uma faixa entre US$ 60 bilhões e US$ 64 bilhões, enquanto os investimentos no Arizona deverão aumentar em mais US$ 100 bilhões, levando o total destinado ao estado a US$ 265 bilhões.

Os recursos serão direcionados à construção de novas fábricas para a produção de chips de 2 nanômetros e de unidades de empacotamento avançado, ampliando a capacidade local para atender à demanda de longo prazo dos principais clientes americanos.

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Embora persistam dúvidas sobre a sustentabilidade do ritmo de investimentos das grandes empresas de tecnologia e sobre uma eventual expansão excessiva da capacidade dos data centers, os números da TSMC indicam que a demanda relacionada à inteligência artificial permanece robusta e respaldada por resultados concretos.

A companhia combina liderança tecnológica, poder de precificação, margens elevadas e uma posição estratégica na produção dos chips mais avançados do mundo.

Nesse contexto, a expansão da capacidade produtiva e o fortalecimento de sua presença nos Estados Unidos reforçam as perspectivas de crescimento de longo prazo, sustentando uma visão construtiva para as ações negociadas em Nova York sob o código TSM e, em especial, para os BDRs TSMC34 no mercado brasileiro.

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Economista e especialista em investimentos da Empiricus
Estudou finanças na University of Regina, no Canadá, tendo concluído lá parte de sua graduação em economia pela PUC. Pós-graduado no Programa Avançado em Finanças do Insper, trabalhou em duas das maiores casas de análise de investimentos da América Latina, além de ter feito parte de uma boutique voltada para fusões e aquisições, na área de modelagem financeira e pesquisa. Hoje faz parte no time de analistas da Empiricus. É analista CNPI e especialista em investimentos CEA.
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Estudou finanças na University of Regina, no Canadá, tendo concluído lá parte de sua graduação em economia pela PUC. Pós-graduado no Programa Avançado em Finanças do Insper, trabalhou em duas das maiores casas de análise de investimentos da América Latina, além de ter feito parte de uma boutique voltada para fusões e aquisições, na área de modelagem financeira e pesquisa. Hoje faz parte no time de analistas da Empiricus. É analista CNPI e especialista em investimentos CEA.
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