Eleições 2026

AtlasIntel/Bloomberg: 95,6% dos eleitores souberam de áudio e mensagens entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro

19 maio 2026, 7:03 - atualizado em 19 maio 2026, 0:31
O senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) (Edilson Rodrigues/Agência Senado)

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Entre os entrevistados pela pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (19), 95,6% ficaram sabendo do áudio e das mensagens vazadas de conversas entre Flávio Bolsonaro (PL) e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e apenas 4,4% informaram desconhecer as informações reveladas na quarta-feira (13) pelo Intercept Brasil. Mesmo assim, entre os que tomaram conhecimento dos fatos, 84,2% entendem que o pré-candidato deveria manter sua candidatura à Presidência da República e 12,6% avaliam que o senador deveria retirar sua candidatura e apoiar outro nome. Outros 3% não souberam opinar.

Entre os que souberam das negociações, 9,4% ficaram muito menos dispostos a votar em Flávio Bolsonaro, 3,6% menos dispostos a votar nele e outros 21% declararam que o ocorrido não afeta a disposição de voto. Já 5,1% se declararam mais dispostos e 13,7% muito mais dispostos a votar em Flávio Bolsonaro. No entanto, 47,1% declararam que não votariam nele de qualquer forma.

Para 45,1% dos que responderam ter tomado conhecimento das mensagens e do áudio, a divulgação enfraqueceu muito, para 19% enfraqueceu um pouco e para 15% não afetou a eventual candidatura de Flávio Bolsonaro. Outros 13,4% responderam que os fatos fortaleceram a candidatura.

Entre os que ficaram sabendo do conteúdo, 93,9% ouviram o áudio e apenas 6,1% não ouviram. Para os que foram informados das negociações entre o senador e o banqueiro para a liberação de recursos para a cinebiografia do pai, 14,3% disseram ter ficado muito surpresos, 20,5% se surpreenderam um pouco e 62,5% não se surpreenderam.

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Para 33,3%, a conversa conversa entre Flávio Bolsonaro e o dono do banco Master retrata uma tentativa legítima de conseguir apoio financeiro para a produção do filme sobre Jair Bolsonaro e para 12,1% houve uma relação de proximidade entre ambos, mas sem comprovação de ilegalidade. Mas a maioria de 51,7% aponta que a relação evidencia o envolvimento direto de Flávio Bolsonaro com o escândalo do Banco Master.

    Na mesma linha, o vazamento das conversas representa evidências obtidas em uma investigação legítima sobre possíveis irregularidades para 54,9% dos entrevistados e uma tentativa de prejudicar politicamente Flávio Bolsonaro para outros 33%. Para 9,7% dos respondentes aponta ambos os fatores por igual.

    Para 43,3%, o grupo politico mais envolvido no esquema de fraudes financeiras do Master é principalmente o bolsonarista, contra 32,8% dos aliados de Lula.

    A pesquisa foi realizada por meio do chamado recrutamento digital por meio da navegação de rotina na web com eleitores maiores de 16 anos. Foram 5.032 respondentes entre quarta-feira (13) – quando foi publicada a reportagem do Intercept Brasil com Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Vorcaro – e esta segunda-feira (18), nos 26 estados e no Distrito Federal.

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      A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos, um índice de confiança de 95% e a pesquisa foi tem o registro BR-06939/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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      Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
      Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
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