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Atraso da Ethereum 2.0 é culpa da abordagem “multicliente”, afirma líder do projeto

14/05/2020 - 9:12
Traduzido e editado por Daniela Pereira do Nascimento
A atualização para a segunda versão da rede Ethereum permitirá que a rede se torne mais segura e rápida do que a versão atual (Imagem: Facebook/Consensys)

O paradigma multicliente da Ethereum 2.0 — embora fundamental por questões de segurança — é um dos principais motivos para o processo de lançamento estar demorando tanto, de acordo com líder do projeto Danny Ryan.

A equipe da ETH 2.0 adiou repetidamente o cronograma de lançamento da Fase 0, o primeiro passo para a apresentação multietapas da rede.

Embora os desenvolvedores haviam estabelecido uma data de lançamento (13 de janeiro), tiveram que adiá-la de última hora para alterar o design técnico da rede. Desde então, membros da equipe forneceram diferentes estimativas para o lançamento.

Em fevereiro, Vitalik Buterin, cofundador da Ethereum, previu que o lançamento aconteceria no segundo trimestre desde ano. Em março, Justin Drake, pesquisador da Ethereum Foundation, disse que o objetivo da equipe era lançar a Fase 0 antes do 5º aniversário da Ethereum em julho.

Porém, a quantidade de trabalho que ainda não foi finalizada gerou dúvidas de se a equipe conseguirá cumprir com o prazo.

Por exemplo, a Ethereum Foundation ainda precisa apresentar um teste oficial da rede, que a equipe afirmou que precisará ser bem-executada por dois meses antes da rede principal ser lançada.

Nesta quarta-feira, Ryan, o principal desenvolvedor da ETH 2.0, afirmou, durante a conferência Consensus da CoinDesk, que o modelo multicliente do projeto também está contribuindo para o atraso de lançamento.

Atualmente, existem sete implementações de cliente na Ethereum 2.0: Trinity (da Ethereum Foundation), Prysm (do Prysmatic Labs), Lighthouse (da Sigma Prime), Nimbus (da Status), Lodestar (da ChainSafe), Teku (PegaSys) e Cortex (da Nethermind).

Uma rede de testes com multiclientes, envolvendo dois ou mais clientes compatíveis, terão que ser executadas durante pelo menos dois meses antes do lançamento da rede principal Fase 0 ir ao ar; Prysm e Lighthouse são considerados dois dos melhores clientes da rede (Imagem: Crypto Times)

Ryan considerou Lighthouse como “o cliente com melhor desempenho até agora”, no quesito de velocidade e segurança. Enquanto isso, Prysmatic Labs foi responsável por apresentar a maior rede de testes de único cliente, com mais de 400 nós.

Para criar uma base na qual cada cliente possa trabalhar, a equipe da ETH 2.0 aplicou uma abordagem com “foco em especificações”, em que, primeiro, irão finalizar o design total do protocolo e, em seguida, trabalhar no processo de implementação.

Essa filosofia de design deve pavimentar o caminho para o que desenvolvedores chamam de “paradigma multicliente”.

Ter múltiplos clientes é essencial para manter um alto nível de segurança na rede, segundo Ryan. “Se houver uma grande falha em um único cliente e ele cair, a rede pode continuar a funcionar porque a maioria dos nós podem não estar sendo executados naquele cliente.”

A história da atual rede Ethereum sustenta sua avaliação, de acordo com ele. Tanto o cliente Geth como o cliente Parity já haviam sido comprometidos, mas a rede principal continuou funcionando.

No entanto, isso faz com que demore ainda mais para que todos os detalhes sejam finalizados.

“O paradigma multicliente traz a complexidade adicional para inserir aspectos na rede principal”, disse ele. “Se tivéssemos um cliente, talvez já teríamos lançado a rede principal.”

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Última atualização por Daniela Pereira do Nascimento - 14/05/2020 - 9:12