Azul (AZUL3) registra prejuízo líquido ajustado de R$ 1,07 bilhão no 2T26, piora de 125,1% no ano
A Azul (AZUL3) registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 1,07 bilhão no segundo trimestre de 2026 (2T26), uma variação de 125,1% ante o valor negativo de R$ 475,8 milhões reportado no mesmo período do ano anterior, mostra relatório de resultados divulgado na noite de quinta-feira (13).
A cifra ajustada exclui os direitos de conversão relacionados às debêntures conversíveis reconhecidos no segundo trimestre de 2025 e é ajustada pelos resultados não realizados de derivativos e variação cambial.
Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que mede o desempenho operacional, caiu mais da metade, para R$ 510,1 milhões, um recuo de 55,4%. A margem Ebitda recuou 12,9 pontos percentuais, para 10,2%, ante 23,1% no mesmo período em 2025.
A receita líquida avançou 0,7% na comparação anual, para R$ 4,97 bilhões no segundo trimestre deste ano. Do total, R$ 4,56 bilhões vem do transporte de passageiros, um recuo de 0,4%. Já em cargas e outras receitas houve avanço de 15,1%, totalizando R$ 418,1 milhões.
A companhia aérea reportou um aumento de 12,6% no custos e despesas operacionais, ficando negativo em R$ 5,12 bilhões. O resultado operacional da Azul ficou negativo em R$ 159,1 milhões, ante resultado positivo de R$ 380 milhões um ano antes
O resultado financeiro ao final do período de abril a junho ficou negativo em R$ 882,2 milhões, ante cifra positiva de R$ 913,5 milhões no mesmo período em 2025.
A dívida líquida com recebíveis de cartão de crédito subiu 11,1%, para R$ 18,9 bilhões no segundo trimestre deste ano.
A Azul encerrou o trimestre com a alavancagem, medida pela redação dívida líquida sobre o Ebitda com recebíveis de cartão de crédito de 3 vezes;
Azul reduz capacidade
Durante o segundo trimestre do ano, a Azul afirma que reduziu estrategicamente sua capacidade doméstica e internacional em 6,5% e 24,9%, respectivamente, em comparação ao 2T25, em linha com seu plano de reestruturação.
“Em resposta aos maiores preços dos combustíveis, a companhia implementou reduções adicionais de capacidade de forma proativa para preservar a liquidez e manter o foco na criação de valor de longo prazo” diz o comunicaod.
A aérea defende que permaneceu focada na captura da demanda premium, por meio de uma estratégia voltada para esses
clientes. No segundo trimestre deste ano, a receita premium cresceu 12,4% em relação ao mesmo período em 2025.
“O segundo trimestre é historicamente o período mais desafiador do ano para rentabilidade no Brasil, e o 2T26 foi adicionalmente impactado pela elevação dos preços do combustível e pela Copa do Mundo. Apesar desses desafios, a demanda permaneceu saudável, sustentando nossa receita recorde para um segundo trimestre de R$ 5,0 bilhões e um RASK recorde para o período de R$ 43,41 centavos, crescimento de 12,7% em relação ao ano anterior”, diz a administração no relatório de resultados.
De acordo com o documento, a Azul continuou implementando ajustes disciplinados de capacidade em linha com seu plano de reestruturação, que incluiu uma transição significativa da frota, e reduziu proativamente a oferta em resposta ao aumento dos preços do combustível.
“À medida que a disponibilidade de frota se estabilizar e um crescimento moderado da capacidade for retomado a partir do 4T26, espera-se que essas pressões temporárias diminuam, permitindo à Azul capturar maior alavancagem operacional e transformar os ganhos de eficiência decorrentes de sua transformação em maior geração de caixa e criação de valor no futuro”, diz a empresa.
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