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Azzas 2154 (AZZA3): Ações saltam com possível cisão entre Jatahy e Birman; JP Morgan acende alerta para governança

22 maio 2026, 11:29 - atualizado em 22 maio 2026, 11:29
azzas 2154
Na esquerda, Roberto Jatahy (Grupo Soma) e na direta Alexandre Birman (Arezzo) (Imagem: Imagem: Reprodução/Instagram)

O conflito no “casamento” da Azzas 2154 (AZZA3) já evoluiu para planos de como será a divisão em um eventual divórcio da companhia. De acordo com informações do Valor Econômico, há um desenho para a cisão societária de Alexandre Birman e Roberto Jatahy.

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Fontes ouvidas pelo jornal contaram que está na mesa a listagem de três empresas-espelho da Azzas. Vale lembrar que a empresa surgiu a partir da fusão entre a Arezzo e o Grupo Soma, em 2024.

Com a proposta, a empresa seria formada por Arezzo, Hering, Farm e Reserva sob o comando de Birman, enquanto Jatahy estaria à frente das demais operações, incluindo ativos que já lidera, como a moda feminina.

A terceira empresa dessa divisão poderia existir com a listagem da Farm lá fora, cabendo a Birman decidir como avançar com a possibilidade, segundo o Valor.

As ações da companhia são destaque positivo do Ibovespa (IBOV) no pregão desta sexta-feira (22). Por volta de 11h15 (horário de Brasília), as ações subiam 5,71%, cotadas a R$ 21,09. Acompanhe o tempo real.

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Embora ainda não confirmada, o JP Morgan avalia que a notícia reforça a preocupação com governança corporativa, que se tornou central para a tese de investimento em AZZA3.

Os conflitos entre os principais grupos de acionistas já escalonaram por meio de liminares judiciais, procedimentos arbitrais, contratação de bancos locais para avaliar alternativas estratégicas e uma investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre obrigações de divulgação.

“Embora uma cisão possa, em tese, destravar valor ao separar os ativos e reduzir desalinhamentos estratégicos, ainda há pouca visibilidade sobre execução, valuation, complexidade tributária/jurídica e prazo”, avaliam os analistas do banco.

Na visão do JP Morgan, o valor da Farm pode surgir como um dos principais vetores de geração de valor em um cenário de separação, especialmente se os investidores atribuírem um prêmio ao potencial de expansão global da marca.

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Ainda assim, os analistas ponderam que a concretização desse valor dependeria da estrutura da operação, do timing, dos riscos de execução e do apetite do mercado.

“No geral, a potencial cisão pode acabar sendo a forma mais limpa de resolver o desalinhamento entre os acionistas, especialmente em relação à direção estratégica da Farm, mas os impactos de curto prazo para as ações seguem mistos”, diz o banco.

Os analistas esperam uma pressão na ação por questões de governança até que haja maior clareza sobre o alinhamento entre acionistas, a continuidade da integração e os mecanismos de uma eventual separação. A recomendação do JP Morgan permanece neutra.

A briga na Azzas 2154

Em meados de março de 2025, um possível “divórcio” entre os empresários à frente da Azzas começou a ganhar força no mercado.

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Questões relacionadas à forma de gestão e ceder a autonomia que detinham à frente de seus respectivos negócios foram entraves para os empresários — o que vinha travando também a integração entre Arezzo e Grupo Soma, combinadas em agosto de 2024.

Os executivos buscaram dissipar a possibilidade, no entanto, o tópico agora retoma os holofotes enquanto corre na Justiça.

Do lado financeiro, na última semana, Azzas 2154 registrou lucro líquido recorrente de R$ 63,9 milhões referente ao primeiro trimestre de 2026, queda de 45,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

A receita líquida somou R$ 2,48 bilhões, recuo de 8%, enquanto o Ebitda (Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) recorrente caiu 23,2%, para R$ 328,5 milhões. A margem Ebitda recuou 2,7 pontos percentuais, para 13,2%.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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