XP inicia cobertura do Grupo GPS (GGPS3) com potencial de valorização de 45%; veja detalhes de recomendação e preço-alvo
A XP Investimentos iniciou cobertura do Grupo GPS (GGPS3) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 19,50 para o final de 2026, o que implica um potencial de valorização de 45%.
Segundo a casa, o valuation representa uma oportunidade, com a companhia negociando a 10,4 vezes o preço sobre lucro (P/L), contra 16,9 vezes dos concorrentes (“XP Peer Index”) e 13,7 vezes da média histórica.
A visão positiva é justificada principalmente pela terceirização de serviços, ainda pouco explorada no Brasil, com espaço para expansão tanto em tamanho quanto em penetração.
Para a XP, o segmento tem potencial de crescimento via ganho de participação de mercado e atração de novos clientes para adoção de soluções terceirizadas, podendo ainda elevar o lucro por ação (EPS) em 18% ao ano entre 2025 e 2028, de acordo com analistas.
“[A GPS tem] uma plataforma de terceirização incomparável, permitindo ganho de escala relevante em relação aos concorrentes”, afirmou o relatório divulgado na última quinta-feira (21). Vale ressaltar que o grupo conta com mais de 180 mil colaboradores em todo o país.
Além disso, outro ponto destacado foi o histórico positivo de crescimento orgânico e fusões e aquisições (M&A), com mais de 56 integrações bem-sucedidas.
A casa ainda menciona o forte senso de dono da GPS como uma das principais vantagens competitivas da companhia.
Apesar disso, o grupo teve uma performance recente fraca, com queda de 17% no ano, movimento para o qual a XP não vê razão, ainda que reconheça as preocupações do mercado com a “digestão” da aquisição da GRSA, o que pode impactar crescimento e margens.
Para os analistas, o preço-alvo é considerado conservador, já que assumem 75% das contingências trabalhistas como dívidas e projetam apenas três anos e meio de fluxo futuro de M&A. Ainda assim, dizem que, mesmo sem esse fluxo, existe potencial de alta de 20% até o fim do ano.
*Com supervisão de Juliana Américo