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Azzas 2154 (AZZA3) tem lucro de R$ 63,9 milhões no primeiro trimestre, queda de 45,7% no ano

07 maio 2026, 19:39 - atualizado em 07 maio 2026, 19:39
lojas renner azzas 2154
(Imagem: rattanakun/Canva)

A Azzas 2154 (AZZA3) registrou lucro líquido recorrente de R$ 63,9 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 45,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

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A receita líquida somou R$ 2,48 bilhões, recuo de 8%, enquanto o Ebitda (Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) recorrente caiu 23,2%, para R$ 328,5 milhões. A margem Ebitda recuou 2,7 pontos percentuais, para 13,2%.

Segundo a companhia, a receita foi impactada principalmente pela queda nos canais de sell-in, com foco no “reequilíbrio da relação sell-out/sell-in da rede de franqueados”. Na prática, isso significa que a Azzas reduziu o volume de produtos enviados para os parceiros para evitar excesso de estoque nas lojas. A estratégia busca melhorar a qualidade das vendas da rede, mesmo sacrificando parte da receita no curto prazo.

A receita bruta de marcas continuadas caiu 4,4%, para R$ 3,12 bilhões. Os canais de sell-out ficaram praticamente estáveis, com queda de 1,5%, enquanto o sell-in recuou 10,9%.

Entre as divisões, Fashion Women foi o destaque positivo, com crescimento de 4,5% da receita bruta, para R$ 1,3 bilhão. A companhia destacou que a operação internacional da Farm Rio cresceu 21,1% em dólar, “consolidando trajetória de expansão global”.

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Em Shoes & Bags, a receita caiu 6,9%, para R$ 967 milhões. A Arezzo cresceu 10% nos canais de sell-out, impulsionada pelo “sucesso dos produtos e campanhas”, enquanto a Vans continuou pressionando os números.

Segundo a empresa, a marca enfrenta “desaceleração das vendas no âmbito global” e os efeitos “estão se alongando por um período maior do que o esperado”.

Já a unidade Basic, da Hering, viu a receita cair 18,5%, para R$ 502,3 milhões, ainda refletindo o processo de turnaround da operação. A companhia afirmou que segue “priorizando a normalização dos níveis de estoque da rede” e reduzindo vendas de menor rentabilidade.

O lucro bruto totalizou R$ 1,35 bilhão, queda de 8,6%, com margem praticamente estável em 54,5%.

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As despesas recorrentes, excluindo depreciação e amortização, caíram 2,8%, para R$ 1,03 bilhão. A companhia destacou redução das despesas fixas “refletindo a racionalização de estruturas realizadas ao longo de 2025”, além de menor gasto com fretes, comissões e viagens.

O resultado financeiro ficou negativo em R$ 184,6 milhões, piora de 17,1% em relação ao primeiro trimestre de 2025.

Apesar da pressão nos resultados, a geração de caixa operacional foi positiva em R$ 147,8 milhões, ante consumo de R$ 50,3 milhões um ano antes. Ao fim de março, a companhia tinha dívida líquida de R$ 2,17 bilhões, com alavancagem de 1,40 vez dívida líquida/Ebitda .

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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