Compass precifica IPO no piso da faixa, diz jornal
A Compass, empresa de gás da Cosan (CSAN3), precificou sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em R$ 28 por ação, no piso da faixa indicativa, que ia até R$35, apurou o Valor Econômico.
Com isso, a operação movimentou cerca de R$ 3,2 bilhões, considerando a oferta base, lote suplementar e lote adicional, segundo o jornal.
A operação foi 100% secundária — ou seja, os recursos irão para os acionistas vendedores, e não para o caixa da companhia. Ainda assim, a estreia marca o primeiro IPO da B3 em quase cinco anos, encerrando um dos períodos mais longos de seca para novas ofertas na bolsa brasileira.
A Compass estreia na Bolsa na próxima segunda, sob o ticker PASS3, avaliada em aproximadamente R$ 20 bilhões.
Segundo o Valor, foram vendidas 89,3 milhões de ações na oferta base, que somou R$ 2,5 bilhões. Também foram colocados os lotes suplementar e adicional, que elevaram o montante captado para cerca de R$ 3,2 bilhões, em meio à forte demanda de investidores — especialmente estrangeiros, segundo relatos de mercado.
A companhia chega à bolsa com uma tese que mistura ativos regulados e previsíveis, como a Comgás, com a aposta de crescimento da Edge, braço voltado ao mercado livre de gás, GNL e biometano.
No roadshow da oferta, a Compass afirmou combinar “yield, crescimento e retorno”, além de destacar a Edge como “o player melhor posicionado para liderar a abertura do mercado de gás”.
A equipe da EQI Research, liderada por João Neves, recomendou participação no IPO. Segundo a casa, a companhia reúne “uma operação regulada, previsível e com crescimento orgânico contratado” com “uma divisão com opcionalidade de crescimento transformacional”.
Na avaliação da EQI, o valor justo da Compass ficaria entre R$ 42 e R$ 44 por ação, acima da faixa do IPO.