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Fleury (FLRY3) supera expectativas no 1T26 com lucro de R$ 201,2 milhões; CEO conta três pilares que sustentam os resultados

07 maio 2026, 18:12 - atualizado em 07 maio 2026, 18:12
fleury flry3 ações
(Imagem: Divulgação/iStock/Алексей Белозерский - Montagem: Money Times)

O Fleury (FLRY3) registrou lucro líquido de R$ 201,2 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), avanço de 12,2% ante o mesmo período do ano passado, mostra relatório de resultados divulgado ao mercado nesta quinta-feira (7). O resultado, segundo a CEO Jeane Tsutsui, é reflexo da estratégia que envolve crescimento orgânico, aquisições e disciplina financeira.

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A cifra veio acima da expectativa do mercado. Consenso reunido pela Bloomberg apontava para um lucro de R$ 185 milhões no período.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que mede o desempenho operacional, chegou a R$ 606 milhões, um avanço de 10,7% na comparação anual.

A margem Ebitda ficou estável na comparação anual, em 27,3% no período de janeiro a março deste ano.

Já a receita bruta da companhia totalizou R$ 2,18 bilhões no trimestre, uma alta de 10,1% ante o mesmo período em 2025. No caso da receita líquida, o montante chegou a R$ 2 bilhões, avanço de 10,3% na comparação anual.

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Os três principais mercados regionais – São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais – da companhia avançaram 28,1%, 9,2% e 19,7%, respectivamente.

Nas demais marcas de São Paulo, a expansão foi de 14,0%, excluindo o efeito das aquisições das 25 unidades do Confiance (na região de Campinas) e do LSL (em Rio Claro), concluídas no ano passado.

Em celebração ao centenário da companhia, neste mês o Fleury irá inaugurar a unidade Marco 100, localizada na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, que recebeu investimento de R$ 35 milhões.

O 1T26 do Fleury

Em entrevista ao Money Times, Tsutsui destacou que o Fleury entrou no ano em que completa seus 100 anos com o pé direito.

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“Os grandes destaques são crescimento top line, em que crescemos duplo dígito, principalmente nas unidades de atendimento, que correspondem a 70% da receita e apresentaram crescimento de 15%, então é bastante forte”, diz a executiva.

A CEO destaca que, apesar de um cenário macroeconômico desafiador, a companhia continua crescendo com disciplina em termos de controle de custos e despesas, que resultou em um Ebitda de R$ 606 milhões no trimestre.

Além disso, a executiva chama a atenção para a continuidade da alavancagem da companhia em 1 vez a relação dívida líquida sobre o Ebitda.

“A disciplina em termos de estrutura de capital e boa gestão financeira nos permite ser uma empresa que cresce, que entrega lucro e que tem uma estratégia que vem sendo executada ao longo dos anos. Entramos em 2026, um ano tão importante para o grupo Fleury no seu centenário, muito fortes”, diz Jeane Tsutsui.

O CFO do Fleury, Jose Filippo, destaca que a baixa alavancagem é uma estratégia que a companhia adotou há algum tempo e permanece apropriada, dado o momento de juros elevados e a perspectiva de que a queda da Selic possa ser mais lenta do que se esperava inicialmente.

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“Outro aspecto importante é que apesar de termos uma alavancagem baixa, nós também isso não faz com que a gente deixe de executar nosso plano de investimento”, afirmou ao Money Times, indicando que a companhia deve permanecer investindo em crescimento e melhorias.

De acordo com ele, a companhia vem realizando investimento de capital associados à jornada digital em termos de sistemas, atualização de equipamentos e a renovação das unidades de atendimento.

“Temos também feito pagamentos de dividendos e JCP em níveis de payout elevados”, disse o executivo.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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