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Balanços à vista: O que esperar de Multiplan, Iguatemi e Allos no 1T26, segundo analistas

29 abr 2026, 7:00 - atualizado em 28 abr 2026, 10:53
shoppings multiplan (Imagem: Nigel Jarvis/ istockphoto)
Balanços à vista: O que esperar de Multiplan, Iguatemi e Allos no 1T26, segundo analistas (Imagem: Nigel Jarvis/ istockphoto)

A temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026 (1T26) começou nesta semana, e as empresas de shopping centers devem mostrar, mais uma vez, a resiliência de seus ativos, segundo analistas.

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De acordo com o Itaú BBA, o setor tende a apresentar crescimento operacional sólido, embora os juros elevados continuem pressionando a geração de caixa recorrente.

A avaliação do banco é de que as vendas dos lojistas devem acelerar em relação ao trimestre anterior, voltando a avançar em ritmo de médio a alto, o que reforçará a força dos portfólios premium, mesmo em um cenário macroeconômico ainda desafiador.

Por outro lado, a casa pondera que a receita de aluguel deve crescer em compasso mais moderado. Isso porque a inflação medida pelo IGP-DI, índice que corrige boa parte dos contratos de locação do segmento, segue em patamar baixo, limitando os reajustes.

Na mesma linha, o Santander espera métricas operacionais robustas no primeiro trimestre, sustentadas pelo aumento das vendas em mesmas lojas (SSS) e taxas de ocupação resilientes.

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Ao mesmo tempo, a instituição aponta que os resultados devem ser marcados por eventos não recorrentes, tanto do lado positivo como do desfavorável.

“Esperamos um 1T26 repleto de acontecimentos pontuais. Acreditamos que o reconhecimento dos ganhos com a venda de ativos durante deverá impulsionar os resultados da Multiplan e da Iguatemi, enquanto a Allos irá, provavelmente, reportar números mais fracos, refletindo os impactos negativos do incêndio no Shopping Tijuca (RJ), no início de janeiro”, afirmou o banco, em relatório.

Multiplan

Entre as empresas específicas, a Multiplan (MULT3) abre a temporada de resultados do setor nesta quarta-feira (29), após o fechamento do mercado.

Segundo o Itaú BBA, que tem a companhia como sua principal escolha (top pick) no segmento, a receita líquida da empresa pode alcançar R$ 843 milhões entre janeiro e março, alta de 63,5% frente ao mesmo período do ano passado.

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Já o EBITDA (lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização) é projetado em R$ 589 milhões, avanço de 47,1%, impulsionado pelo reconhecimento da venda de uma participação no BH Shopping.

Excluindo esse efeito, a casa estima um crescimento anual do EBITDA ajustado 7,1%, enquanto prevê um FFO (indicador que mede a geração de caixa operacional) de R$ 239 milhões, queda de 16,3%, devido ao impacto dos juros mais altos sobre as despesas financeiras.

“No geral, continuamos confiantes de que os shoppings dominantes continuarão apresentando um desempenho superior no médio a longo prazo”, disse o Itaú BBA.

O Santander tem projeções semelhantes para a Multiplan: receita líquida de R$ 841 milhões e AFFO de R$ 333,4 milhões.

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Iguatemi

Já a Iguatemi (IGTI11), que publica seu balanço em 5 de maio, pode apresentar, de acordo com o BBA, crescimento de 9,6% na receita líquida em relação ao primeiro trimestre de 2025.

Na avaliação do banco, o desempenho deve ser sustentado, além da aceleração das vendas nas mesmas lojas, pela expansão da operação iRetail e pelo reconhecimento final de ganhos com a venda de ativos.

A unidade iRetail, cabe ressaltar, é uma operação da Iguatemi que busca o desenvolvimento de marcas premium e de luxo no Brasil.

Allos

Para a Allos (ALOS3), o Santander espera que a companhia reporte receita líquida de R$ 656,9 milhões, alta de 6,2% em relação ao 1T25. O avanço, porém, deve ser limitado pelos efeitos do incêndio no Shopping Tijuca.

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O AFFO é estimado em R$ 292,8 milhões, alta de 8,9% na comparação anual. Em termos por ação, o crescimento projetado é de 9,2%, favorecido pelo programa de recompra realizado nos últimos 12 meses.

Confira, a seguir, as expectativas detalhadas:

EmpresaCasaReceita líquida no 1T26Variação anualEBITDA no 1T26Variação anual
Multiplan Itaú BBAR$ 843 milhões+64%R$ 418 milhões+7,1%
Multiplan SantanderR$ 841 milhões+63,1%R$ 502 milhões+28,5%
IguatemiItaú BBAR$ 363 milhões+9,6%R$ 253 milhões+1,6%
IguatemiSantanderR$ 361,4 milhões+9,2%R$ 385,9 milhões+58%
AllosSantanderR$ 656,9 milhões+6,2%R$ 458,5 milhões+ 4,9%

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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