Mercados

Dividendos extraordinários, renda fixa, Vale, bitcoin e Raízen: o que bombou na semana

13 jun 2026, 9:28 - atualizado em 13 jun 2026, 9:29
Foto: Imagem gerada por inteligência artificial

A possibilidade de um fundo imobiliário pagar dividendo extraordinário de até R$ 1,80 por cota e a busca por oportunidades em renda fixa, com papéis atrelados ao IPCA pagando até 9,84% ao ano mais inflação, estiveram no centro das atenções dos leitores nesta semana, de 7 a 13 de junho.

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Entre os temas mais lidos aqui no Money Times, apareceram ainda a liderança da Vale (VALE3) entre as ações mais recomendadas de junho, a nova compra bilionária de bitcoin pela Strategy e as dúvidas do mercado sobre o futuro da Raízen (RAIZ4) em meio ao acordo de recuperação extrajudicial. Confira o que mais ganhou destaque nos últimos dias.

Fundo imobiliário pode pagar dividendo extraordinário

A matéria mais lida da semana mostrou que o TRX Real Estate (TRXF11) indicou, em relatório gerencial, a possibilidade de distribuir um dividendo extraordinário entre R$ 1,30 e R$ 1,80 por cota referente ao resultado de junho, com pagamento previsto para julho. No teto da projeção, o valor representa alta de 93,5% em relação aos R$ 0,93 por papel pagos mensalmente desde fevereiro.

Segundo o fundo, a distribuição extraordinária decorre da conclusão da venda de nove imóveis do portfólio, operação de R$ 672 milhões que gerou lucro estimado de R$ 230 milhões, ou cerca de R$ 3,68 por cota. Além disso, o veículo manteve a projeção de rendimentos mensais entre R$ 0,90 e R$ 0,93 por cota até dezembro de 2026.

Itaú BBA vê chance em títulos de renda fixa

Outro assunto que chamou atenção dos leitores foi a seleção de títulos de renda fixa para junho feita pelo Itaú BBA. A reportagem mostrou que, após um período de estresse no mercado de crédito privado, o banco passou a enxergar oportunidades em debêntures incentivadas, CRIs e CRAs, com relação atrativa entre risco e retorno para diferentes perfis de investidor.

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De acordo com o banco, o mercado de crédito começou a dar sinais de recuperação em maio, depois da abertura de spreads observada desde o fim de março. Entre os papéis atrelados à inflação, uma das indicações para investidores conservadores foi uma debênture da Rede D’Or com remuneração de IPCA + 8,04% ao ano e vencimento em dezembro de 2038.

Vale lidera recomendações entre analistas em junho

Na terceira posição entre as mais lidas, ficou o levantamento do Money Times com 15 instituições financeiras sobre as ações preferidas do mês. A reportagem mostrou que os papéis mais relevantes do Ibovespa seguiram dominando as recomendações em junho, em um ambiente de maior volatilidade e perfil mais defensivo por parte dos analistas.

A liderança do ranking ficou com a Vale, que recebeu 12 menções. Segundo a matéria, a mineradora foi favorecida pela visão positiva sobre produção e custos, além da sustentação do minério de ferro acima de US$ 100 por tonelada e de uma política mais amigável ao acionista em dividendos ou recompra de ações.

Strategy volta às compras de bitcoin

O noticiário de cripto também entrou no radar dos leitores com a nova aquisição de bitcoin pela Strategy. Depois de ter vendido 32 unidades da criptomoeda pela primeira vez em quatro anos, a companhia anunciou a compra de mais 1.550 bitcoins por cerca de US$ 101 milhões no início de junho.

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Com a nova rodada, a empresa passou a deter 845 mil bitcoins, equivalentes a mais de 4% da oferta global, com valor aproximado de US$ 53,7 bilhões. A reportagem destacou ainda que a companhia segue financiando a estratégia principalmente por emissões de ações, enquanto ajusta sua política ligada a dividendos.

Mercado tenta entender a “Raízen 2.0”

Fechando a lista, a Raízen apareceu entre os assuntos mais lidos em meio às incertezas sobre a companhia após o avanço do acordo de recuperação extrajudicial. A reportagem informou que a empresa caminhava para levar à Justiça os termos finais do acordo com credores, em uma tentativa de renegociar uma dívida superior a R$ 55 bilhões.

O foco do mercado passou a ser o desenho da chamada “Raízen 2.0”, especialmente o tamanho que os braços de combustíveis e energia terão após a reestruturação. Segundo a matéria, acionistas minoritários, produtores e agentes financeiros relataram dúvidas sobre governança, dimensão da Raízen Energia e a leitura que os bancos credores farão da nova estrutura da companhia.

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