Juros

Banco da Inglaterra eleva juros pela primeira vez desde 2023 e diz que mais pode vir

05 nov 2026, 9:28
Banco da Inglaterra
(Imagem: REUTERS/Luke MacGregor/File Photo)

O Banco da Inglaterra elevou a taxa de juros pela primeira vez em mais de três anos nesta quinta-feira e alertou que pelo menos mais um aumento será provável caso o conflito entre Estados Unidos e Irã continue, ao iniciar uma trajetória que seus principais pares já trilharam.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A inflação britânica deve atingir cerca de 5% em meados do próximo ano, informou o Banco da Inglaterra, mais do que o dobro da meta do banco central e um golpe para o novo primeiro-ministro Andy Burnham, que busca aliviar as pressões sobre o custo de vida.

Embora haja poucos indícios até o momento de uma inflação mais acelerada fora dos setores diretamente afetados pelos custos mais altos da energia, o Banco da Inglaterra afirmou que a pressão inflacionária resultante de meses de preços elevados da energia exigiu um aumento dos juros neste momento.

“O aumento de hoje não deve ser visto como o primeiro de uma inevitável e longa sequência de aumentos. Mas, a menos que o conflito no Oriente Médio seja resolvido, também não parece provável que seja o último aumento”, disse o presidente do banco central, Andrew Bailey.

O Comitê de Política Monetária do banco central votou por 8 a 1 a favor do aumento dos juros de 3,75% para 4%, mas, ao contrário do que indicavam as expectativas de uma pesquisa da Reuters, a dissidência não veio de um membro buscando manutenção, mas sim de um que defendia alta ainda maior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Catherine Mann, que disse no mês passado que o Banco da Inglaterra demorou para tranquilizar os mercados de que tinha controle sobre a inflação, votou a favor de um aumento para 4,25%.

O Banco da Inglaterra revisou para cima suas expectativas de crescimento para este ano e o próximo, para 1,6% e 1,3%. A revisão para cima segue dados oficiais fortes deste ano, e o banco central atribuiu parte dessa força aos gastos com inteligência artificial e a um pequeno impulso temporário proveniente do orçamento anual apresentado pelo ministro das Finanças, John Healey, na semana passada.

No entanto, ele agora prevê que a inflação atingirá um pico médio de 4,8% no segundo trimestre do próximo ano. Em um cenário mais adverso, no qual os preços do petróleo atinjam um pico de cerca de US$130 o barril, a inflação chegará a 6,2% no terceiro trimestre de 2027.

No cenário central, não se espera que a inflação retorne a 2% antes do terceiro trimestre de 2028, seis meses mais tarde do que o Banco da Inglaterra havia previsto em julho, quando as projeções foram elaboradas durante uma trégua no conflito entre EUA e Irã, que havia reduzido os custos da energia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar