Mercados

Banco do Brasil (BBSA3) tem ‘pernada’ de 16% em dias; o que está por trás da alta?

31 ago 2026, 18:12
Banco do Brasil
(Imagem: iStock/Matheus Souza)

O Banco do Brasil (BBAS3), que estava próximo de encostar nas mínimas de 2023, ganhou força nas últimas sessões. Desde as mínimas, em 18 de agosto, o papel saltou 16%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta sessão, o papel voltou a subir e fechou a R$ 20,74, alta de 2,83%. O movimento ocorre em meio à recuperação do Ibovespa.

Os bancos, por serem papéis mais líquidos, são os preferidos de investidores estrangeiros para se expor ao Brasil. Se ocorrer algum contratempo, é fácil despachar as ações.

Mas só isso não explica a alta. Flavio Conte, da Levante, lembra que os programas do governo para resgatar o produtor rural têm feito a diferença.

Uma das principais medidas é a regulamentação da MP nº 1.376, que permite a renegociação de débitos acumulados entre 2019 e 2025, com prazos mais longos e carência de até dois anos para o início do pagamento do principal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As condições variam conforme o porte do produtor: agricultores familiares do Pronaf podem renegociar até R$ 400 mil, com juros de 6% ao ano; produtores do Pronamp, até R$ 2 milhões, a 9% ao ano; e os demais produtores, até R$ 4 milhões, com taxa de 12% ao ano.

“O programa da MP nº 1.376 deu uma acelerada para que os produtores pudessem entrar nos financiamentos do Plano Safra 26/27 e, em segundo lugar, o Desenrola Rural do Pronaf está andando bem”, disse outra fonte.

Ainda segundo o analista, a disparada da inadimplência do cartão de crédito do banco, que saltou de 7% para 14% em apenas um trimestre, pode entrar no Desenrola.

Banco ainda inspira cautela

Mesmo com a alta, a XP destaca que o BB está longe de ganhar a preferência dos investidores. Segundo os analistas, o sentimento em relação ao setor financeiro brasileiro permanece cauteloso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Itaú (ITUB4) continua sendo o banco preferido entre os incumbentes sob a ótica de qualidade, enquanto o Banco do Brasil concentra o maior nível de ceticismo dos investidores.

O Bradesco (BBDC4) ocupa uma posição intermediária, como uma tese de recuperação operando em um ambiente macroeconômico mais desafiador.

“Embora os investidores não esperem uma crise de crédito generalizada, há uma preocupação crescente de que um ambiente macroeconômico mais desafiador, o elevado endividamento das famílias e uma atividade econômica mais fraca possam resultar em crescimento mais lento da carteira de crédito, menor momentum de resultados e maior pressão sobre os índices de capital em direção a 2027.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
Linkedin
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
Linkedin

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar