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BC do Japão discutiu impacto do ajuste futuro da política monetária, mostra ata de outubro

23 dez 2022, 8:46 - atualizado em 23 dez 2022, 8:46
Sede do BC do Japão em Tóquio
“É importante continuar verificando como uma saída futura da política monetária ultrafrouxa pode afetar os mercados e se os participantes do mercado estão preparados para a mudança”, disse o membro (Imagem: REUTERS/Toru Hanai)

Algumas autoridades do Banco do Japão alertaram para a necessidade de permanecer atentos a como uma saída futura das taxas de juros ultrabaixas poderia afetar os mercados e as hipotecas, de acordo com a ata da reunião outubro do banco central divulgada nesta sexta-feira.

Embora não houvesse necessidade imediata de ajustar a política monetária, o Banco do Japão precisa estar atento aos efeitos colaterais de uma flexibilização prolongada e examinar “sem uma ideia preconcebida” como o aumento da inflação poderia afetar os salários e os gastos das famílias, disse um membro segundo o documento.

“É importante continuar verificando como uma saída futura da política monetária ultrafrouxa pode afetar os mercados e se os participantes do mercado estão preparados para a mudança”, disse o membro.

Alguns dos nove membros da diretoria também disseram que o banco central precisa estar atento a como os aumentos futuros das taxas de juros podem afetar os empréstimos hipotecários, de acordo com a ata.

As observações destacam a crescente atenção que as autoridades do Banco do Japão estavam dando às perspectivas de inflação mais alta e à possibilidade de uma futura retirada do estímulo.

Na reunião de outubro, o Banco do Japão manteve as taxas de juros ultrabaixas e sua orientação, apesar de revisar suas previsões de inflação para cima em uma demonstração da determinação de continuar se concentrando em apoiar uma recuperação econômica frágil.

Mas o banco central chocou os mercados na reunião de dezembro, ajustando sua política de curva de juros para permitir que as taxas de longo prazo subam mais, movimento que tem o objetivo de eliminar as tensões do mercado causadas por sua enorme compra de títulos.