AgroTimes

Biocombustíveis podem adicionar até R$ 403 bilhões ao PIB e gerar 225 mil empregos, aponta estudo da FGV

05 maio 2026, 15:52 - atualizado em 05 maio 2026, 15:52
Biocombustíveis EUA soja
(Imagem: REUTERS/Marcos Brindicci)

Os biocombustíveis devem ganhar ainda mais protagonismo no agronegócio brasileiro nos próximos anos. Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) indica que o setor pode adicionar até R$ 403,2 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) entre 2030 e 2035.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O levantamento, conduzido pelo Observatório de Bioeconomia da FGV com apoio do Instituto Equilíbrio e da Agni, avalia os impactos econômicos, sociais e ambientais de tecnologias ligadas ao Plano ABC+.

Segundo o estudo, a produção estimada de 64 bilhões de litros de biocombustíveis — incluindo etanol de cana, etanol de milho, etanol de segunda geração e biodiesel — pode impulsionar diversos setores da economia.

Além do impacto no PIB, os biocombustíveis podem gerar retorno elevado: até R$ 62 para cada R$ 1 investido, de acordo com a pesquisa. O avanço, porém, depende da ampliação do crédito, financiamento mais acessível e mecanismos de mitigação de riscos para produtores.

Expansão do setor pode chegar a 70%

A expectativa é que o setor cresça até 70%, com efeitos diretos sobre transporte, indústria, agropecuária e agroindústria. Esse movimento também deve elevar a produção de cana-de-açúcar em 31,34%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro destaque é o mercado de trabalho. A cadeia dos biocombustíveis pode criar cerca de 225,5 mil empregos, principalmente no campo e na agroindústria, com impacto também em comércio, serviços e economias locais — sobretudo no interior do país.

Menos emissões e menor pressão por desmatamento

O estudo também aponta ganhos ambientais relevantes. A substituição de combustíveis fósseis pode reduzir as emissões em 27,6 milhões de toneladas de CO₂ equivalente.

No caso do etanol de cana, a redução pode chegar a até 90% em comparação à gasolina.

Além disso, o avanço da produção pode evitar o desmatamento de cerca de 480 mil hectares, especialmente em áreas do Cerrado e da Amazônia, ao promover melhor uso da terra e aumento de produtividade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Produção e sustentabilidade caminham juntas

De acordo com a FGV, as tecnologias de baixo carbono permitem expandir simultaneamente a produção de alimentos e de biocombustíveis, sem competição direta por área agrícola.

Na prática, isso reforça o papel do Brasil como potencial líder global em bioenergia, combinando escala produtiva, tecnologia e vantagens naturais para avançar na transição energética.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
Linkedin
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
Linkedin
Quer ficar por dentro de tudo que acontece no mercado agro?

Editoria do Money Times traz tudo o que é mais importante para o setor de forma 100% gratuita

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar