Bolsas da Europa avançam com balanços; ameaça tarifária e Oriente Médio ficam no radar
Os índices europeus encerraram o pregão desta terça-feira (5) majoritariamente em alta com apoio do setor de tecnologia e balanços corporativos.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com avanço de 0,70%, aos 609,72 pontos.
Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, subiu 1,71%, aos 24.401,70 pontos; e o CAC 40, de Paris, teve alta de 1,08%, aos 8.062,31 pontos.
Na retomada das negociações após feriado local, o índice FTSE 100, de Londres, destoou dos principais índices e encerrou em queda de 1,40%, aos 10.219,11 pontos.
O que movimentou os mercados europeus hoje?
Os investidores mantiveram as atenções voltadas aos desobramentos da guerra no Oriente Médio, mas os balanços corporativos e as ameaças tarifárias também movimentaram o pregão.
No mercado acionário, o setor de tecnologia avançou 2,4%, liderando os ganhos entre os principais setores do Stoxx 600, com as ações de semicondutores, incluindo a ASML e a ASMI, entre os destaques.
A Anheuser-Busch InBev avançou 9,3% após a cervejaria belga ter divulgado vendas e lucros trimestrais bem acima da previsão, enquanto o UniCredit teve alta de 5,9% depois que o banco italiano divulgou o maior lucro trimestral já registrado e elevou sua previsão para o ano.
Já na geopolítica, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que os EUA não possuem a intenção de ampliar o conflito no Oriente Médio. Do outro lado, porém, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que Washington colocou em risco a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
Além disso, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, rebateu a ameaça tarifária do presidente dos EUA, Donald Trump, de elevar as alíquotas sobre importações de carros e caminhões da União Europeia (UE), afirmando que o bloco está preparado “para qualquer cenário”.
Na última sexta-feira (1º), Trump anunciou a intenção de aumentar as tarifas sobre montadoras de automóveis da União Europeia para 25%.
*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters