BB Seguridade (BBSE3): Se animou com resultados? Analistas fazem alertas; ‘cenário muito difícil’
A BB Seguridade (BBSE3) reportou resultados bons no primeiro trimestre, com destaque para a BrasilPrev. Na bolsa, a ação reagia com alta de 1,77%, a R$ 34,46.
Com lucro de R$ 2,2 bilhões, o número ficou 5,1% acima das estimativas do Bradesco BBI e 2,6% acima do esperado pelo consenso do mercado.
O número foi puxado, principalmente, por resultados financeiros mais fortes do que o previsto na BrasilPrev, além de receitas de corretagem 3% superiores às estimativas, impulsionadas por contribuições robustas em previdência e maior captação de títulos de capitalização da Brasilcap.
Considerada uma pedra no sapato há alguns trimestres, a BrasilSeg decepcionou, impactada por um resultado financeiro mais fraco, embora o resultado operacional tenha vindo em linha, destaca o Bradesco.
Ao todo, o segmento emitiu R$ 3,9 bilhões em prêmios, com alta de 3,2% no comparativo trimestral e queda de 2,3% em base anual, dentro do guidance para 2026.
Já o índice de sinistralidade consolidado piorou 3,3 p.p. no trimestre, para 23,9%, refletindo maiores sinistros em rural e prestamista.
Para o BTG, a BrasilSeg até surpreendeu positivamente, apesar de seu resultado final ter ficado abaixo das estimativas.
Alertas para BB Seguridade
Apesar de considerarem os resultados, os analistas não veem esses números se repetirem nos próximos trimestres. Na visão do BTG, a BB terá um cenário desafiador para crescer as receitas, principalmente no segmento agropecuário.
Além disso, o banco diz que o cenário será “muito difícil” para os resultados financeiros, com a queda da Selic e a inflação do IGP-M, o chamado índice dos aluguéis.
“Esperamos que os lucros de 2026 diminuam em relação ao ano anterior e, se as tendências não melhorarem, também devemos ter outro ano “difícil” em 2027″.
Os analistas também dizem que o papel até está barato, a 7,9x o preço sobre o lucro para 2026, com rendimentos de 11%. Porém, o acordo de distribuição exclusiva com o Banco do Brasil se encerra em 2032 e 2033, o que, na visão do BTG, pode impactar significativamente a rentabilidade futura da empresa.
A recomendação é neutra. Para o setor de seguros, o BTG tem preferência pela Caixa Seguridade.
Já o Bradesco BBI também reiterou recomendação neutra. Segundo a casa, embora a dinâmica de curto prazo seja construtiva, o resultado não altera de forma material as estimativas para 2026.
“Há ausência de catalisadores claros para revisões positivas adicionais no cenário atual”.