Saúde

BioNTech busca aumentar capacidade de produção de vacina

22 dez 2020, 9:00 - atualizado em 22 dez 2020, 9:00
Vacinas
As empresas provavelmente saberão em janeiro ou fevereiro se e quantas doses adicionais podem ser produzidas (Imagem: REUTERS/Francis Mascarenhas)

A BioNTech, parceira da Pfizer, busca todas as opções para produzir mais doses da vacina contra a Covid-19 do que os 1,3 bilhão que as empresas prometeram produzir no próximo ano, de acordo com o diretor-presidente da companhia alemã.

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As empresas provavelmente saberão em janeiro ou fevereiro se e quantas doses adicionais podem ser produzidas, disse Ugur Sahin em entrevista na segunda-feira. “Estou confiante de que seremos capazes de aumentar nossa capacidade de rede, mas ainda não temos números.”

Sahin também disse que a vacina deve funcionar contra a nova cepa do SARS-CoV-2 que surgiu no Reino Unido. Testes de desempenho da vacina em laboratórios já foram realizados contra 20 versões mutantes; os mesmos testes agora serão executados com a nova versão do Reino Unido e devem levar cerca de duas semanas, disse.

Os resultados de eficácia de mais de 90% e aprovações por vários países deram início a uma corrida por suprimentos extras da vacina. Os Estados Unidos buscam exercer uma opção por cem milhões de doses. A maioria das doses previstas para o próximo ano – o suficiente para imunizar 650 milhões de pessoas – já tem dono.

Mais de 2 milhões de pessoas em seis países já receberam a primeira injeção do regime de duas doses, segundo dados coletados pela Bloomberg.

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A BioNTech busca mais matérias-primas necessárias para sua vacina de RNA mensageiro (mRNA), mais salas limpas e mais parceiros de cooperação, disse Sahin.

A empresa também precisa de espaço adicional para formular as doses, colocá-las em contêineres e prepará-las para o transporte, afirmou. A Pfizer atualmente produz vacinas em três unidades nos Estados Unidos e em uma na Europa, enquanto a BioNTech possui duas unidades de fabricação na Alemanha.

A aprovação da vacina pela UE e a campanha de vacinação marcada para começar em 27 de dezembro prometem reduzir ainda mais os estoques. Até o final de 2020, a BioNTech espera enviar 12,5 milhões de doses para a UE e 20 milhões para os EUA, disse a empresa em conferência de imprensa na terça-feira.

Os parceiros já começaram a enviar doses para o Reino Unido, onde o secretário de Saúde, Matt Hancock, tuitou na segunda-feira que cerca de 500 mil pessoas haviam recebido a primeira dose.

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Testes com nova cepa

Se a vacina se revelar ineficaz contra a nova cepa que circula no Reino Unido, a BioNTech poderia, em teoria, produzir uma nova vacina contra a Covid para combater a variante dentro de seis semanas, disse Sahin a repórteres na terça-feira.

A rapidez com que a nova vacina poderia chegar aos pacientes dependeria da velocidade da revisão regulatória.

Mas, até agora, Sahin não vê razão para duvidar de que a vacina existente será eficaz. A maioria das vacinas tem como alvo a proteína spike, que permite ao vírus entrar nas células.

“Este vírus tem múltiplas mutações, mas, até onde sabemos, 99% da proteína spike não sofre mutação”, disse na segunda-feira. “Vamos fazer o experimento e obter o resultado. Essa é sempre a melhor resposta, mas eu enfatizaria apenas para ficarmos calmos.”

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