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Soja e trigo sobem antes de relatório do USDA

10 jun 2026, 19:05 - atualizado em 10 jun 2026, 19:05
Um trabalhador rural opera uma colheitadeira durante a temporada de colheita de soja no estado mais ao sul do Brasil, em uma fazenda em Não Me Toque (RS)
(Foto: Reuters/Diego Vara)

Os futuros de soja na bolsa de Chicago fecharam em alta nesta quarta-feira (10), pela primeira vez em nove sessões, recuperando-se de mínimas de vários meses devido a ajustes de posições antes das previsões mensais do governo dos Estados Unidos sobre a safra, previstas para quinta-feira.

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O trigo também subiu, impulsionado por compras de barganha, enquanto os futuros do milho tiveram um desempenho volátil, fechando em queda, após as chuvas no cinturão do milho dos EUA melhorarem as perspectivas da safra.

Os contratos de soja julho da CBOT fecharam em alta de 9,25 centavos, ou 0,8%, a US$11,23 por bushel, um dia após caírem para US$11,1025, o preço mais baixo do contrato desde 4 de fevereiro.

O óleo de soja julho subiu 0,42 centavo, ou 0,6%, para fechar a 75,33 centavos por libra.

Os futuros de soja e óleo de soja receberam apoio adicional dos futuros de petróleo, que subiram depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o país vai atacar o Irã “com muita força” se nenhum acordo de paz for finalizado. Os mercados de oleaginosas às vezes acompanham o petróleo, devido ao uso crescente do biodiesel.

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Antes do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), previsto para quinta-feira, analistas consultados pela Reuters esperavam, em média, que o USDA elevasse suas estimativas para as safras de soja no Brasil e na Argentina.

Os futuros de trigo em Chicago também subiram nesta quarta-feira, pela terceira sessão consecutiva, consolidando-se alguns centavos acima das mínimas de vários meses registradas nesta semana, enquanto os operadores também se posicionavam para o relatório mensal de oferta e demanda do USDA.

O contrato de trigo julho da CBOT fechou com alta de 2,25 centavos, a US$5,875 por bushel, mantendo-se acima da mínima de três meses registrada na segunda-feira, de US$5,7675.

Os futuros de milho na Chicago Board of Trade encerraram a sessão desta quarta-feira com resultados mistos, com o contrato de julho — o mais negociado — oscilando acima da mínima do contrato registrada nesta semana, enquanto as condições climáticas geralmente favoráveis para as safras nos EUA limitaram as altas, segundo operadores.

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O contrato de milho julho da CBOT fechou com queda de 0,5 centavo, a US$4,19 por bushel, mas permaneceu acima da mínima do contrato estabelecida nesta semana, de US$ 4,125.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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