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Bitcoin: papel do Coaf é reduzir risco de lavagem de dinheiro, diz diretor

17 set 2017, 18:54 - atualizado em 05 nov 2017, 13:55

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) disse, em audiência na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (13), que não é contra a regulamentação das moedas virtuais. O debate foi promovido pela comissão especial que analisa um projeto de lei do deputado Áureo (SD-RJ) sobre o assunto (PL 2303/15).

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Pela proposta, moedas virtuais e programas de milhagem aérea seriam regulados pelo Banco Central e fiscalizados pelo Coaf.

O Banco Central já se posicionou contra qualquer regulação das moedas virtuais que, para o órgão, não são consideradas dinheiro.

O Diretor de Inteligência Financeira do Coaf, Antônio Ferreira, afirmou aos parlamentares que a função do órgão é apontar os riscos para lavagem de dinheiro desse ou de qualquer outro negócio a ser regulado no Brasil.

“A grande preocupação do Coaf com todos os setores regulados, é que eles mantenham a política de prevenção ativa, que mantenham o cadastro dos clientes, os registros das operações e comuniquem ao Coaf [operações suspeitas]. Isso vale tanto para os negócios emergentes, mercados novos, como essa inovação das moedas virtuais, como para mercados tradicionais, como bancos, corretoras.”

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Dessa forma, quem vender moeda digital, seria, então, obrigado a comunicar ao Coaf as movimentações suspeitas de lavagem de dinheiro. 

Segundo o fundador da CoinBR, que é uma plataforma de Bitcoin, Rocelo Lopes, o Brasil vai fechar o ano de 2017 com R$ 3 bilhões em transações com bitcoins. Se considerarmos as demais moedas digitais, o valor pode chegar R$ 5 bilhões. Diferentemente das corretoras da moeda que estiveram nas audiências anteriores, Rocelo é a favor da regulamentação.

“É um processo simples, mas nenhuma corretora quer porque acha que o governo vai cobrar imposto, que onde o governo bota a mão, estraga tudo. Então por isso que ninguém quer”, afirma Rocelo acrescentando que é favorável à regulamentação porque isso trará segurança para o investidor.

Já Jorge Casara, representante da Comissão de Valores Mobiliário (CVM) afirma que o uso da moeda virtual pode ser considerado como um valor mobiliário. “A pessoa pode falar assim: eu estou te prometendo a participação no meu empreendimento, que é uma fábrica de bicicletas que vai crescer. Esse produto, com certeza, é um valor mobiliário.”

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A pedido do deputado Aureo, a comissão deve ouvir ainda o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles sobre as moedas virtuais. Além de realizar mais quatro audiências para discutir os programas de milhagem.

Assista a íntegra da audiência pública

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