Bitcoin testa suporte técnico de preços e analistas apontam até onde o BTC pode cair; veja análise
O bitcoin (BTC) caminha para encerrar a terceira semana de junho em queda, acumulando uma desvalorização da ordem de 30% desde o começo do ano. Só nos últimos sete dias, a maior criptomoeda do mundo voltou a testar suportes de preço próximo dos US$ 62 mil.
O BTC até chegou a ensaiar um movimento de recuperação, flertando com as máximas da semana anterior, mas não conseguiu sustentar o avanço — sinal de que a pressão compradora ainda não é suficiente para reverter a tendência predominante.
No entanto, os analistas Lucas Costa e Gabriela Sporch, do BTG Pactual, apontam que a intensidade das quedas tem sido menor em comparação às semanas anteriores, o que pode indicar que a fase mais aguda do movimento negativo já ficou para trás.
Ainda assim, o cenário de fundo segue frágil.
Até onde vai o preço do bitcoin (BTC)
Segundo os especialistas e levando em conta o gráfico semanal de preços do bitcoin, o destaque vai para a região próxima dos US$ 60 mil, onde está a média móvel de 200 semanas — considerada um dos principais suportes de longo prazo.
Caso esse nível seja rompido, aumenta significativamente o risco de retomada mais intensa da pressão vendedora, com potencial de queda em direção à faixa entre US$ 45 mil e US$ 46 mil.
Por outro lado, enquanto esse suporte permanecer preservado, a expectativa predominante é de lateralização com viés negativo. Para uma melhora mais consistente, o mercado precisaria recuperar a região dos US$ 70 mil, região de preços onda há retomada gradual da força compradora, segundo os analistas.
No curto prazo, o gráfico diário mostra perda adicional de força após a recuperação observada na primeira metade de junho. O bitcoin recuou até a média móvel de 21 dias, atualmente próxima dos US$ 66 mil, nível que coincide com a base da faixa de consolidação registrada entre fevereiro e março — o que amplia sua importância técnica.
Apesar de uma reação inicial dos compradores nessa região, o movimento ainda não foi suficiente para alterar a estrutura de baixa predominante. Agora, o mercado passa a testar uma nova zona de suporte entre US$ 62 mil e US$ 63 mil, considerada decisiva para avaliar a capacidade de absorção da pressão vendedora.
Mesmo quando levamos em conta a média de 50 dias, próxima de US$ 72,6 mil, o cenário técnico tende a continuar pressionado. Nesse contexto, a região de US$ 77 mil aparece como a principal resistência de médio prazo.
O Índice de Força Relativa (RSI, na sigla em inglês) também perdeu força após a recuperação recente, sugerindo que o ímpeto comprador diminuiu antes de confirmar uma reversão mais consistente.
Para os analistas, a defesa da faixa entre US$ 62 mil e US$ 63 mil será fundamental para evitar uma nova aceleração da tendência de baixa.