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Qual a favorita? BofA eleva preços-alvo de Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3)

30 jun 2026, 13:33 - atualizado em 30 jun 2026, 13:33
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BofA eleva preços-alvo de Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3); veja a favorita do banco (Foto: iStock - Joa_Souza)

O Bank of America (BofA) revisou para cima suas estimativas para o setor de distribuição de combustíveis no Brasil, após incorporar expectativas mais fortes para os resultados do segundo trimestre (2T26).

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A casa norte-americana também elevou os preços-alvo das ações de Vibra Energia (VBBR3), de R$ 42 para R$ 43, e de Ultrapar (UGPA3), de R$ 33 para R$ 34, o que representa potencial de valorização de cerca de 45% e 31%, respectivamente, em relação às cotações atuais.

Em relatório, o banco afirmou que segue com visão construtiva para o setor, apoiada em valuations considerados atrativos, bom momento operacional e perspectivas de geração de caixa robusta.

O BofA vê o 2T26 como um possível ponto forte para as companhias, com margens EBITDA próximas de R$ 400 por metro cúbico, num patamar considerado recorde para o segmento.

Além disso, mesmo com uma esperada normalização no terceiro trimestre, devido à recente queda do preço do petróleo, a casa avalia que os níveis de rentabilidade devem continuar elevados.

Valuations atrativos

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O relatório destaca que, apesar da alta recente, as ações de Vibra e Ultrapar ainda são negociadas próximas aos patamares anteriores ao início do conflito no Oriente Médio, em fevereiro.

Na visão do BofA, isso indica que parte relevante da melhora de margens e da geração de caixa futura ainda não está totalmente refletida nos papéis.

Em termos de valuation, o banco observa que ambas negociam em níveis próximos, com múltiplos de preço sobre lucro (P/L) estimados em cerca de 9,5 vezes para a VBBR3 e 8,8 vezes para a UGPA3 em 2027.

Já a geração de caixa livre (FCF) é projetada em 14% para a primeira e 12%, para a segunda.

Preferência por Vibra

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O relatório também chama atenção para fatores operacionais que seguem sustentando o setor, como a manutenção de preços de importação de diesel em patamares elevados no Brasil, diante da menor oferta de produto russo mais barato e custos logísticos mais altos.

Além disso, aponta que a dinâmica de preços pode favorecer a liberação de capital de giro (working capital), o que tende a reforçar a geração de caixa e acelerar o processo de desalavancagem das companhias.

Na comparação entre as duas empresas, o BofA mantém preferência pela Vibra Energia, com recomendação de compra, enquanto a Ultrapar segue classificada como neutra.

Segundo a casa, VBBR3 possui maior exposição ao segmento de distribuição de combustíveis, que representa cerca de 85% do EBITDA estimado para 2027, contra aproximadamente 60% no caso da UGPA3.

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Esse perfil, de acordo com o banco norte-americano, tende a favorecer a primeira companhia em um cenário de maior demanda ou eventual queda de juros.

Apesar da preferência pela Vibra, o BofA avalia que algumas preocupações recentes envolvendo a Ultrapar — como ruídos de alocação de capital e incertezas regulatórias no segmento de GLP — perderam força nos últimos meses, o que reduziu parte das assimetrias entre as duas.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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