Destaques da Bolsa

Hapvida (HAPV3) despenca mais de 30% e Embraer (EMBJ3) destoa de cautela local; veja os destaques do Ibovespa na semana

15 ago 2026, 10:01
bolsa, B3, day trade
(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) engatou mais uma semana de forte queda, marcada pela fuga do investidor estrangeiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O principal índice da bolsa brasileira acumulou desvalorização de 3,23% na semana e encerrou a última sessão aos 166.934,20 pontos. Durante o período, o IBOV marcou nove pregões consecutivos, a maior sequência desde agosto de 2023.

Já o dólar à vista terminou a R$ 5,2199, com alta de 2,68% no acumulado da semana.

Por aqui, a piora da percepção de ‘risco Brasil’ pesou sobre o mercado acionário. O gatilho foi a visão mais pessimista do JP Morgan sobre o país – estimulando a saída de fluxo estrangeiro na terça-feira (11).

O banco rebaixou a recomendação para o mercado brasileiro de overweight (exposição acima da média, equivalente à compra) para market perform (equivalente à neutra) e também cortou a projeção para o Ibovespa no final de 2026 de 190 mil pontos para 185 mil pontos, o que equivale a um potencial de alta de 7,5% frente aos níveis atuais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No dia, os ‘gringos’ retiraram R$ 4,72 bilhões da B3, a maior desde 22 de abril de 2021, quando os investidores estrangeiros retiraram R$ 6,6 bilhões do mercado acionário brasileiro.

Para os analistas e gestores ouvidos pelo Money Times, a eleição já está no preço dos ativos brasileiros — mas isso não significa que os investidores estejam antecipando um vencedor. O mercado, na verdade, está precificando a falta de clareza sobre o próximo governo e a sua agenda econômica.

Exterior

Nos Estados Unidos, dados mais brandos de inflação adiaram as apostas de aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) de setembro para dezembro. O alívio nos preços também impulsionaram os índices de Wall Street, com destaque para S&P 500 que superou os 7.800 pontos pela primeira vez.

O índice de preços ao consumidor (CPI) avançou 0,1% no mês de julho, após um recuo de 0,04% em maio. A inflação norte-americana no acumulado dos últimos 12 meses soma 3,4%, em linha com o esperado pelo mercado. Com isso, os preços ainda estão acima da meta de 2% perseguida pelo Fed.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Em nossa avaliação, a inflação do núcleo, rodando a uma taxa anualizada de 1,6% em três meses, enfraquece o argumento a favor de um aperto monetário pelo Fed”, avaliou Francesco Pesole, estrategista de câmbio do ING.

Embora o CPI não seja o dado preferido do Fed para inflação, os números geralmente são usados por operadores do mercado para calibrar as apostas sobre a trajetória dos juros nos EUA.

Após o fechamento nesta sexta-feira (14), a ferramenta FedWatch, do CME Group, precificava 67,5% de chance de o BC manter as taxas na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano na próxima decisão, em setembro. A probabilidade de alta nos juros segue majoritária apenas em dezembro, com chance de 67,3%.

Sobe e desce do Ibovespa

As ações da Embraer (EMBJ3) avançaram mais de 7% e lideraram os ganhos do Ibovespa na semana, em reação ao balanço do segundo trimestre e revisões positivas de bancos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A companhia reportou avanço de 25% no lucro líquido, para R$ 1,11 bilhão. De acordo com a Embraer, o aumento do resultado foi impulsionado principalmente por um forte desempenho operacional e despesas financeiras líquidas menores, fatores que foram parcialmente compensados por impostos mais elevados no período.

A XP chamou a atenção para a continuidade da melhoria na lucratividade entre as unidades de negócios, com margens estruturalmente mais altas em Aviação Executiva e Serviços, além da melhora da qualidade do backlog (carteira de pedidos), à medida que contratos antigos se encerram e novos pedidos refletem um ambiente mais favorável de oferta e demanda.

Em reação, o Safra elevou o preço-alvo para as ações da EMBJ de US$ 92 para US$ 95, mantendo a classificação Outperform (equivalente à compra). O valor em dólar se refere aos ADRs (recibo de depósito americano) das ações negociadas na Bolsa de Nova York (NYSE).

Confira as maiores altas do Ibovespa entre 10 e 14 de agosto:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
EMBJ3Embraer ON7,03%
MRVE3MRV ON6,73%
UGPA3Ultrapar ON3,16%
PETR4Petrobras PN2,99%
RECV3PetroReconcavo ON2,74%
PETR3Petrobras ON2,50%
SANB11Santander Brasil units2,25%
PRIO3PRIO ON2,05%
MBRF3MBRF ON1,80%
CMIN3CSN Mineração ON1,65%
Fonte: B3

Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada por Hapvida (HAPV3) com a reação negativa também ao balanço do segundo trimestre (2T26).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No período, a companhia registrou lucro líquido ajustado de R$ 12,5 milhões, tombo de 95,8% ante o resultado registrado um ano antes.

A empresa apurou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 504,4 milhões, queda de 44,3% na comparação com o segundo trimestre de 2025.

Já a taxa de sinistralidade ficou em 75,2%, alta de 1,3 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os analistas, em consenso, consideraram o balanço do 2T26 de Hapvida negativo, com números fracos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Safra já esperava uma forte reação negativa das ações. Na visão dos analistas do banco, a companhia ofereceu “pouquíssimos” elementos para sustentar uma tese de recuperação no curto prazo e a deterioração foi generalizada.

Veja as maiores quedas da semana:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
HAPV3Hapvida ON-37,51%
BRKM5Braskem PN-17,00%
RADL3RD Saúde ON-13,30%
CEAB3C&A Modas ON-12,85%
AZZA3Azzas 2154-12,58%
USIM5Usiminas PNA-11,61%
SBSP3Sabesp ON-11,53%
RENT3Localiza ON-11,40%
MGLU3Magazine Luiza ON-11,14%
CSMG3Copasa ON-9,90%
Fonte: B3
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar