Alimentos

BofA vê 1T26 moderado para alimentos e mantém JBS como favorita; veja prévias

27 abr 2026, 13:28 - atualizado em 27 abr 2026, 13:28
bank of america bofa
(Imagem: Reuters/Fred Prouser)

O Bank of America (BofA) divulgou sua prévia para o setor de alimentos no Brasil no primeiro trimestre de 2026 (1T26), com expectativa moderada para a temporada de resultados.

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O banco reiterou compra para a JBS (JBSS32), destacando a companhia como sua principal escolha como posição de “carrego”, com rendimento de dividendos estimado em 6,7% entre 2026 e 2029.

Para MBRF (MBRF3) e Minerva (BEEF3), a recomendação segue neutra. Já a M. Dias Branco (MDIA3) permanece com desempenho abaixo do mercado.

Segundo o banco, o trimestre deve ser pressionado pela desaceleração do consumo doméstico, pela valorização do real, por comparações difíceis em frango e pelo aumento dos custos de gado no Brasil e nos Estados Unidos.

O BofA também destaca que o lucro operacional deve cair para JBS e BRF, enquanto Minerva e M. Dias Branco tendem a apresentar crescimento na comparação anual.

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O que esperar do 1T26

JBS (JBSS32)

A JBS deve reportar um trimestre mais fraco, impactado pela sazonalidade negativa e pela pressão nas margens de carne bovina no Brasil e nos Estados Unidos.

A companhia também deve sentir o desempenho mais fraco da Pilgrim’s Pride, afetada por fatores climáticos e ajustes operacionais.

Na Seara, a base de comparação é mais difícil após margens elevadas no mesmo período do ano passado.

O BofA projeta Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) de US$ 1 bilhão, queda de 23,5% na comparação anual, e lucro líquido de US$ 126 milhões.

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MBRF (MBRF3)

A MBRF deve apresentar um trimestre misto, com margens menores na comparação com o ano passado, após níveis recordes no 1T25.

A operação internacional, especialmente no Oriente Médio, segue como principal suporte, enquanto o consumo no Brasil continua enfraquecido.

O banco projeta:

  • margem de 0,3% nos EUA, estável na comparação anual;
  • margem de 9,8% na América do Sul, queda de 1,3 ponto percentual;
  • margem consolidada de 15,7%, recuo de 2 pontos percentuais.

A expectativa é de receita de R$ 39,3 bilhões, Ebitda de R$ 3,07 bilhões (queda de 4% na comparação anual) e prejuízo líquido de R$ 158 milhões.

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“Apesar da resiliência das margens, o fluxo de caixa mais apertado e o nível de endividamento sustentam a recomendação neutra”, afirmam Isabella Simonato e Julia Zaniolo, do BofA.

Minerva (BEEF3)

A Minerva deve manter o ritmo recente, com forte crescimento de receita, estimado em 26,5% na comparação anual, para R$ 14,2 bilhões, impulsionado pela consolidação de ativos e pelos preços elevados da carne bovina.

Por outro lado, os custos mais altos do gado devem pressionar a rentabilidade.

O banco estima Ebitda de R$ 1,2 bilhão, com margem de 8,4%, levemente menor na comparação anual.

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A expectativa é de geração de caixa negativa de R$ 474 milhões, refletindo a sazonalidade do início do ano.

A recomendação segue neutra. Para o BofA, o momento de lucros é menos atrativo, mas isso já está refletido no preço das ações, que negociam abaixo da média histórica de 4 vezes.

M. Dias Branco (MDIA3)

A M. Dias Branco deve apresentar melhora na comparação anual, impulsionada pela redução dos custos de matérias-primas.

O BofA projeta Ebitda de R$ 260 milhões, alta de 45%, com margem de 11,3%, além de lucro por ação de R$ 0,46, ante R$ 0,24 no mesmo período do ano passado.

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Na comparação com o trimestre anterior, porém, os resultados devem recuar devido à sazonalidade da receita.

Apesar da melhora recente, o banco vê riscos à frente. A valorização do real ajuda, mas a alta nos preços de trigo (+12% no ano) e óleo de palma (+9%), somada ao consumo enfraquecido, deve limitar o repasse de custos.

A recomendação segue de desempenho abaixo do mercado.

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Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
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