Bradesco (BBDC4), Vale (VALE3), BRB (Banco de Brasilia) e outros destaques desta quarta-feira (01)
A reorganização societária do Bradesco (BBDC4) na Odontoprev, o possível acordo do governo com a Vale (VALE3) sobre ferrovias e o atraso no balanço de 2025 do BRB (Banco de Brasilia) são alguns dos destaques corporativos desta quarta-feira (01).
Confira os destaques corporativos de hoje
Bradesco (BBDC4) passa ser acionista direto da Odontoprev
O Bradesco (BBDC4) passou de acionista indireto à direto da Odontoprev, detendo aproximadamente 53,67% do capital social total e votante da empresa, por meio de ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal.
A operação decorre de uma reorganização societária voltada à consolidação dos negócios de saúde na companhia. Em 27 de fevereiro, o Bradesco havia anunciado a criação da Bradsaúde, que nasce a partir da consolidação dos negócios de saúde no grupo na Odontoprev.
Em correspondência enviada à Odontoprev, o banco afirma que a mudança decorre da cisão parcial da Bradseg Participações, controlada do Bradesco e anteriormente acionista direta.
Governo está perto de entendimento com Vale (VALE3) sobre ferrovias, diz ministro
O governo federal está próximo de obter um acordo com a Vale (VALE3) sobre repactuação de contratos de concessão de ferrovias, afirmou o ministro dos Transportes, Renan Filho, na terça-feira (31).
“Amanhã eu espero anunciar um entendimento para mandar para o TCU (Tribunal de Contas da União)”, disse o ministro após o leilão da Rota das Gerais, vencido pela Ecorodovias, mais cedo. “O entendimento está bem próximo”, disse o ministro citando que uma reunião com a mineradora está prevista para a quarta-feira.
Um acordo acertado pela empresa com o governo federal no final de 2024 foi questionado pelo TCU.
Renan Filho afirmou ainda que o governo federal espera fazer este ano seis leilões de ferrovias, incluindo as Malhas Oeste e Sul, o Anel Ferroviário do Sudeste e trecho entre Açailândia (MA) e Barcarena (PA).
Além disso, o ministro afirmou que o projeto da Ferrogrão “vai ser julgado no Supremo (Tribunal Federal) no dia 8 (de abril)”. O projeto da Ferrogrão está parado na Justiça há anos, por falta de acordo sobre licenciamento ambiental.
BRB confirma que não divulgará balanço de 2025 no prazo
O BRB (Banco de Brasilia) não divulgará o balanço consolidado de 2025 dentro do prazo legal, ampliando a incerteza sobre sua situação financeira.
A decisão ocorre em meio à crise desencadeada por operações com o Banco Master e deve aumentar a pressão de reguladores e investidores sobre a instituição.
Em fato relevante encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o banco afirmou que precisa concluir os trabalhos de auditoria forense relacionados à operação Compliance Zero, além de avaliar os possíveis impactos dessas investigações nos resultados.
Segundo a instituição, o adiamento busca garantir “fidedignidade, transparência e integridade” das informações prestadas a acionistas e ao mercado.
SpaceX, de Elon Musk, reúne 21 bancos para IPO
A SpaceX está trabalhando com pelo menos 21 bancos em sua aguardada oferta pública inicial (IPO) nos EUA, formando um dos maiores consórcios de subscrição reunidos nos últimos anos.
A listagem, cujo codinome interno é Projeto Apex, deverá estar entre as estreias no mercado de ações mais observadas em Wall Street.
Estima-se que a oferta pública, prevista para junho, avalie a empresa de foguetes controlada pelo fundador e presidente-executivo, Elon Musk, em US$ 1,75 trilhão.
O Morgan Stanley, o Goldman Sachs, o JPMorgan Chase, o Bank of America e o Citigroup estão atuando como bookrunners ativos, ou seja, os principais bancos que administram o negócio, disseram as fontes, pedindo para não serem identificadas porque o processo não é público. Outros 16 bancos assinaram contrato em funções menores, acrescentaram.
OpenAI faz maior captação da história tech
A OpenAI encerrou sua rodada de financiamento mais recente com cerca de US$ 122 bilhões em capital comprometido. Com isso, o valuation da empresa que pretende abrir capital nos Estados Unidos atingiu os US$ 852 bilhões, tornando-se a maior captação privada da história do ramo de tecnologia.
A rodada foi liderada por nomes como Amazon (AMZN), Nvidia (NVDA) e o SoftBank, com participação da Microsoft (MSFT). Além disso, um valor adicional de US$ 3 bilhões veio de investidores individuais via bancos pela primeira vez.
IRB(Re) (IRBR3) anuncia pagamento de R$ 48,6 milhões em dividendos
O IRB (Re) (IRBR3) anunciou que pagará R$ 48,6 milhões em dividendos aos seus acionistas.
O valor corresponde a R$ 0,594903 por ação e será distribuído no dia 17 de abril de 2026, considerando a posição acionária ao fim do pregão de 6 de abril.
Segundo a empresa, a partir de 7 de abril, os papéis passam a ser negociados na bolsa de valores (B3) na condição de “ex-dividendos”.
A companhia destacou ainda que, com as mudanças trazidas pela Lei nº 15.270/25, os valores podem estar sujeitos à tributação, incluindo retenção de imposto de renda (IR) na fonte.
Os créditos serão feitos automaticamente nas contas cadastradas pelos investidores junto à instituição escrituradora, a Itaú Corretora.
Grupo Toky (TOKY3) reverte prejuízo e tem lucro de R$ 800 mil no 4º trimestre
O Grupo Toky (TOKY3) reportou lucro líquido de R$ 800 mil no quarto trimestre de 2025, contra um prejuízo de R$ 105,3 milhões no mesmo período de 2024.
Conforme o balanço publicado pela empresa anteriormente chamada Mobly, a receita operacional líquida subiu 5,4%, a R$ 393,5 milhões no quarto trimestre ante os últimos três meses de 2024.
O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) quase dobrou ano a ano para R$ 79,5 milhões, ante R$ 42,1 milhões, enquanto as vendas brutas medidas pelo conceito GMV aumentaram quase 9%, a R$ 507,9 milhões.
T4F anuncia OPA para fechar capital por R$ 5,59 por ação
A companhia especializada em eventos de entretenimento T4F anunciou o lançamento de oferta pública unificada para aquisição de até a totalidade das ações da empresa por parte do seu acionista controlador, Fernando Luiz Alterio.
Em fato relevante, a empresa disse que a oferta leva em consideração o cancelamento de registro da Companhia na CVM e a saída da companhia do segmento especial de listagem do Novo Mercado.
O acionista controlador informou que o preço por cada ação sujeito a OPA, que não abrange as já detidas por Fernando Alterio, será de R$ 5,59, acrescenta o documento.
As ações fecharam o pregão de terça-feira a R$ 4,44.
Riachuelo (RIAA3) pagará R$ 50 milhões em juros sobre capital próprio
A Riachuelo (RIAA3) informou que o conselho de administração aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no valor bruto de R$ 50 milhões, a serem imputados ao dividendo mínimo obrigatório do exercício social de 2026.
O montante corresponde a R$ 0,0997 por ação ordinária e a data de pagamento será deliberada na Assembleia Geral Ordinária prevista para 2027, disse a empresa.
Terão direito ao recebimento dos JCP os acionistas com posição acionária em 6 de abril de 2026. A partir de 7 de abril de 2026, inclusive, as ações passam a ser negociadas na condição “ex-JCP”.
Segundo a companhia, os valores serão distribuídos sem atualização monetária e estarão sujeitos à incidência de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), conforme a legislação vigente.
Acionistas imunes ou isentos deverão comprovar essa condição até 8 de abril de 2026, mediante envio de documentação ao Itaú Corretora de Valores S.A., banco escriturador.
Marisa (AMAR3) reverte lucro e tem prejuízo de R$ 70,3 milhões no 4º trimestre
A Marisa (AMAR3) teve prejuízo líquido de R$ 70,3 milhões no quarto trimestre de 2025 ante resultado positivo de R$5,8 milhões um ano antes. A receita líquida da varejista caiu 2,2%, para R$ 458 milhões.
“Se a gente tivesse feito algumas ações promocionais, a gente teria vendido mais. Mas o nosso olhar estava pra rentabilidade”, disse o presidente-executivo da rede de varejo, Edson Garcia, em entrevista à Reuters.
O executivo lembrou que no quarto trimestre de 2024 a companhia focava mais o crescimento das vendas e da receita.
“O que aconteceu no quarto trimestre (de 2025) foi que as temperaturas estavam um pouco mais amenas. E praticamente 60% das lojas estão concentradas no Sul e Sudeste. Então, com temperaturas não tão quentes, e ainda com essa base de receita mais promocionada, a gente olhou mais para rentabilidade e preferiu não acelerar (a receita)”, disse o executivo.
*Com informações da Reuters
*Com supervisão de Juliana Américo