Bradesco

Bradesco pode surpreender no 1T26, mas cautela permanece, segundo o BTG Pactual; entenda os motivos

16 abr 2026, 10:54 - atualizado em 16 abr 2026, 10:54
Bradesco, Bancos, Pix, Cielo
Os analistas ressaltam sinais de uma possível mudança de mentalidade da gestão, com maior foco em aumentar a parcela de capital tangível.(Imagem: Renan Dantas/Money Times)

O Bradesco (BBDC3) pode apresentar desempenho relativamente melhor que concorrentes como Santander Brasil e Banco do Brasil, com expectativa de crescimento sequencial de lucros no 1T26, aponta o BTG Pactual.

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O relatório afirma que o Bradesco ainda enfrenta desafios estruturais, principalmente ligados à baixa rentabilidade (ROE) e, sobretudo, à qualidade do seu capital. Apesar disso, os analistas ressaltam sinais de uma possível mudança de mentalidade da gestão, com maior foco em aumentar a parcela de capital tangível.

O Itaú Unibanco segue como o preferido estrutural do BTG no setor bancário, devido à sua liderança em eficiência e transformação digital, mas a expectativa é que o Bradesco supere seus pares no 1T26.

Um ponto-chave, segundo o relatório, é a fusão e listagem da Bradesco Saúde com a Odontoprev, que pode fortalecer o capital do banco, se beneficiar de melhor governança e maior flexibilidade estratégica.

O BTG destaca que menos de 30% do capital do Bradesco gera retorno, o que limita sua capacidade de criação de valor, ao contrário do Itaú, que tem quase o dobro da porcentagem de capital produtivo.

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Apesar dos riscos e desafios que o Bradesco tem enfrentado, para os analistas, essa mudança de foco para qualidade de capital pode abrir espaço para uma reavaliação positiva das ações no futuro. Por enquanto, a recomendação dos analistas do BTG para BBDC3 permanece neutra, mas com viés mais construtivo.

* Com supervisão de Maria Carolina Abe

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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