Internacional

Brasil critica tarifa de 12,5% dos EUA e anuncia reação com Lei de Reciprocidade e ação na OMC

23 jul 2026, 18:50
lula china carne agronegócio
(Foto: Reuters/Diego Herculano)

O governo brasileiro criticou a decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros após a conclusão da investigação conduzida sob a Seção 301 sobre trabalho forçado.

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Em nota divulgada nesta quinta-feira (23), o Palácio do Planalto classificou a medida como “arbitrária e injustificada” e afirmou que recorrerá à Lei de Reciprocidade e ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

A investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e, segundo o governo brasileiro, utilizou o tema do trabalho forçado para justificar uma política comercial protecionista, acusando o Brasil e outros países de práticas desleais.

A nota afirma que, durante a investigação, o Ministério do Trabalho e Emprego apresentou informações e documentos sobre a legislação brasileira e sobre a atuação das autoridades para impedir a importação de produtos produzidos com trabalho forçado.

O governo também destacou que o Brasil é reconhecido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) pelo compromisso no combate ao trabalho forçado. Segundo a nota, o país é signatário de 66 convenções em vigor da entidade, enquanto os Estados Unidos ratificaram 10.

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Além disso, o Brasil informou ter ratificado todos os quatro instrumentos da OIT relacionados ao trabalho forçado: as Convenções 29 e 105, a Recomendação 203 e o Protocolo à Convenção 29. Os Estados Unidos, segundo o governo, ratificaram apenas um desses instrumentos.

A Presidência também ressaltou que os acordos de livre comércio firmados pelo Brasil e pelo Mercosul, incluindo os celebrados com Chile, União Europeia e Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), contêm compromissos para eliminar o trabalho forçado e garantir a aplicação dessas normas.

Na avaliação do governo, a política brasileira de combate ao trabalho escravo contemporâneo inclui ações de fiscalização, prevenção, acolhimento das vítimas após o resgate e responsabilização de empresas e indivíduos. A legislação nacional tipifica como crime a submissão ao trabalho forçado, jornadas exaustivas, condições degradantes de trabalho e restrição de locomoção, além de prever multas e a manutenção da chamada “Lista Suja” de empregadores.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.

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