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Brasil fica fora de lista de países que podem exportar carne e produtos de origem animal para União Europeia

12 maio 2026, 14:40 - atualizado em 12 maio 2026, 14:40
Carnes exportações
(Foto: Reuters/Jose Luis Gonzalez)

A União Europeia deixou o Brasil fora de uma lista de países autorizados a continuar exportando carne e produtos de origem animal para o bloco nesta terça-feira (12).

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A lista, que proíbe embarques a partir de 3 de setembro, é uma atualização para as nações que cumprem regras e normas do bloco contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária, que segundo a UE, o Brasil não atende.

No Mercosul, Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem com autorização para exportar.

De acordo com dados do Ministério da Agricultura, o Brasil exportou no ano passado US$ 1,8 bilhão em carnes para a UE, segundo maior destino das proteínas, atrás apenas da China com US$ 9,8 bilhões.

Até 2024, o Brasil tinha autorização para exportar cortes de boi, frango e cavalo, além de mel e peixes, mas a nova diretriz interrompe esse fluxo caso a conformidade técnica não seja comprovada em todo o ciclo de vida dos animais.

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A porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, confirmou, em entrevista à imprensa, que a ausência na lista impede o país de exportar mercadorias como bovinos, equinos, aves, ovos e produtos de aquicultura, ressaltando que o bloco mantém diálogo com as autoridades brasileiras para resolver as pendências de segurança.

A remoção acontece pouco mais de uma semana após o acordo entre Mercosul e União Europeia entrar em vigor, no dia 1º de maio. O pacto foi bastante criticado por agricultores e ambientalistas da UE, principalmente na França.

O comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen, defende que os produtores europeus seguem os padrões de saúde e antimicrobianos mais rigorosos do mundo, um parâmetro, que segundo ele, também precisa ser seguido pelos países que exportam ao bloco.

Para ser reincluído na lista, o governo brasileiro deve garantir o cumprimento das restrições ao uso de agentes reservados para infecções humanas, permitindo a retomada das vendas assim que as garantias de conformidade forem validadas por auditorias técnicas.

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*Com informações do Broadcast

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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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