Empresas

Braskem (BRKM5): Novonor assina contrato para venda do controle da companhia; veja

20 abr 2026, 9:46 - atualizado em 20 abr 2026, 9:46
braskem brkm5
(Imagem: Divulgação/Braskem)

A Braskem (BRKM5) informou ao mercado nesta segunda-feira (20) que a Novonor (ex-Odebrecht) e a NSP Investimentos assinaram contrato para vender o controle da petroquímica ao fundo de investimento em participação Shine I (Shine I FIP), assessorado pela IG4.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre outros pontos, o contrato abrange os termos e condições para a venda judicial pela NSP ao FIP de ações ordinárias e preferenciais classe “A” de emissão da Braskem, que representam cerca de 50,1% das ações ordinárias de sua emissão e de aproximadamente 34,3% de seu capital social total.

De acordo com o documento, o contrato também prevê a obrigação do FIP de requerer e protocolar junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido de registro de oferta pública para a aquisição de até a totalidade das ações ordinárias e preferenciais em circulação da Braskem.

A consumação depende de autorizações judiciais e de concorrência e do não exercício, pela Petrobras (PETR4), de direitos de preferência e tag along previstos no acordo de acionistas. As autoridades antitruste do Brasil, México, União Europeia e EUA já teriam dado aprovações aplicáveis, mas há ainda aprovação pendente da Comissão Europeia relacionada ao Foreign Subsidies Regulation (FSR).

“Com o fechamento da operação, entrará em vigor um novo acordo de acionistas da Braskem entre o comprador e a Petrobras para regular o exercício do controle compartilhado da companhia entre as partes”, diz o documento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Braskem enfrenta dificuldades

O desempenho operacional da Braskem tem sido impactado por um cenário global desfavorável ao setor petroquímico, marcado por margens mais apertadas e menor demanda em mercados estratégicos.

Além disso, a situação é agravada por questões internas, como os desdobramentos do desastre ambiental em Maceió, relacionado à exploração de sal-gema, que continuam gerando custos e incertezas jurídicas.

No resultado do quarto trimestre de 2025, a empresa registrou prejuízo de R$ 10,3 bilhões, mais que o dobro do observado no ano anterior, pressionando sua capacidade de honrar compromissos financeiros e elevando a necessidade de preservar liquidez.

O balanço foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG, embora os auditores tenham registrado “incerteza relevante relacionada à continuidade operacional da companhia”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Eles destacaram que a controladora apresentou prejuízo de R$ 9,880 bilhões e o consolidado, R$ 10,961 bilhões, com passivo circulante superior ao ativo em R$ 3,090 bilhões na controladora e R$ 9,770 bilhões no consolidado, e patrimônio líquido negativo de R$ 16,147 milhões e R$ 16,502 milhões, respectivamente.

Segundo a empresa, o desempenho do trimestre foi impactado pelas incertezas externas, incluindo conflitos geopolíticos e guerra tarifária, que, combinadas à sazonalidade, pressionaram os spreads químicos e petroquímicos no mercado internacional.

*Com informações da Reuters

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar