Brava Energia (BRAV3) anuncia nova mudança no conselho de administração
A Brava Energia (BRAV3) anunciou nesta sexta-feira (28) a renúncia de Julián Fernando Lemos Valero ao cargo de membro efetivo do Conselho de Administração.
Segundo a companhia, a saída do executivo deve-se às mudanças administrativas em curso na Ecopetrol.
“A companhia agradece ao Sr. Julián e expressa votos de contínuo sucesso em sua trajetória profissional”, afirmou a junior oil brasileira em comunicado ao mercado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O movimento acontece cerca de 10 dias depois que a colombiana, que assumiu o controle da Brava Energia em agosto, realizou mudanças no alto escalão.
No último dia 19, a empresa anunciou a renúncia de Mateus Tessler, Ricardo de Queiroz Galvão e Henrique de Queiroz Galvão. Para seus lugares, foram eleitos Catalina Velázquez Gil, Camilo Alfonso Barco e Julián Lemos Valero – que agora está de saída.
Sendo assim, o colegiado passou a ser composto por Alexandre Marcelo Marques Cruz, Richard Kehrer Kovacs, Harley Lorentz Scardoelli, André Marcelo da Silva Prado, Carlos Alberto Pereira de Oliveira, Catalina Velázquez Gil, Camilo Alfonso Barco e, até aquele momento, Julián Lemos Valero.
Os próximos passos da Ecopetrol
Na última terça-feira (25), a Ecopetrol realizou uma teleconferência realizada com investidores e analistas, a primeira após a companhia colombiana assumir o controle da junior oil brasileira, para detalhar os próximos passos para a Brava Energia.
Segundo analistas, a colombiana apresentou um plano de criação de valor. As metas de curto prazo, até o final de 2026, estarão concentradas no fortalecimento da estrutura de governança, sem mencionar planos de realizar mudanças – apenas afirmando que está avaliando oportunidades nesse tema.
A princípio, o plano é integrar a Brava ao ciclo de planejamento e reporte da Ecopetrol, respeitando os acionistas minoritários, que detêm 49% de participação, ao mesmo tempo em que alinha os planos de negócios e as decisões de alocação de capital.
A Ecopetrol também afirmou que valiando potenciais fusões com seus ativos existentes no Brasil para obter sinergias, mas sem nenhuma decisão tomada ainda.
Além disso, a controladora destacou que fechar o capital da Brava Energia não é uma possibilidade atualmente considerada, já que a administração da companhia está ‘confortável’ com a permanência da junior oil listada no Brasil.
Na avaliação de analistas, os comentários da administração permaneceram relativamente preliminares, com poucos detalhes adicionais sobre o plano estratégico para a Brava e foco no curto prazo em integração e continuidade operacional.
Para o BTG Pactual, a governança continua sendo uma “importante incerteza”.
“A falta de clareza em relação a futuras mudanças na administração, à possível integração com os ativos brasileiros existentes da Ecopetrol, às prioridades de alocação de capital e até mesmo à metodologia de consolidação contábil significa que vários elementos importantes da tese de criação de valor permanecem indefinidos”, avaliam os analistas Daniel Guardiola, Álvaro Leyva e Juan Sanchez, do BTG Pactual.
Na mesma linha, os analistas do Bank of America (BofA) afirmaram que a reunião forneceu “poucos detalhes adicionais” sobre a aquisição pela Ecopetrol.
“A visibilidade sobre a alocação de capital e a composição do Conselho de Administração da Brava também permanece limitada. A própria Ecopetrol parece ainda estar desenvolvendo uma compreensão mais profunda da Brava, o que pode levar meses”, afirmam Leonardo Marcondes, Caio Ribeiro e Nicolas Barros.
Nesta semana, a agência de classificação de risco Fitch também elevou as notas de crédito em moedas estrangeira e local da Brava Energia de “BB-” para “BB” e a nota nacional de “AA-(bra)” para “AA+(bra)”, com perspectiva estável.
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