Brava Energia (BRAV3): Venda de participação na unitização de Jubarte para Petrobras (PETR4) é positiva por dois fatores; confira
A Brava Energia (BRAV3) é vista como ganhadora no acordo de venda de 100% de uma porção do ring‑fence do Campo de Argonauta (Concessão BC‑10), localizado na Bacia de Campos, para a Petrobras (PETR4).
A porção é detida pelo consórcio do qual fazem parte a Shell, ONGC e a Brava. A transação foi avaliada em cerca de US$ 290 milhões, o que corresponde a cerca de 0,2% do valor de mercado da Petrobras.
A porção que será vendida se refere a área do Campo que detém 0,86% da jazida compartilhada do pré-sal de Jubarte, relacionada ao acordo de individualização da produção vigente desde 1º de agosto de 2025.
Segundo analistas da XP Investimentos e do Bradesco BBI, a operação não traz impactos para a Petrobras, considerando o porte da estatal, mas é visto como relevante para a Brava Energia.
Por volta das 11h51 (horário de Brasília), BRAV3 recuava 0,42%, a R$ 18,91. Já a PETR4 avançava 0,53%, a R$ 47,62, impulsionada pela alta do petróleo.
Fluxo de caixa livre impulsionado
A XP Investimentos considera que a venda de uma porção do ring‑fence do Campo de Argonauta foi um evento positivo para a Brava, uma vez que integra o consórcio operador e detém 23% de participação no campo. Dado o porte da Petrobras, no entanto, o movimento pouco impacta a estatal, segundo a corretora.
Nos cálculos da XP, a petroleira deverá receber US$ 67 milhões, o equivalente a um retorno de cerca de 3,8% no retorno de fluxo de caixa livre.
“O negócio já era esperado, embora o valor final tenha ficado levemente acima das expectativas de cerca de US$ 50 milhões pela participação da Brava”, acrescenta.
Redução no endividamento da BRAV3
Na avaliação do Bradesco BBI, como Jubarte e Argonauta estavam interligados, era esperado a unitização ou a aquisição ocorresse em algum momento. A aquisição, na visão do banco de investimentos, simplifica as coisas para a Petrobras, assim como a aquisição de Tartaruga Verde.
“Para a Brava Energia (BRAV3), a aquisição ajudará a empresa a reduzir seu endividamento, pois deverá receber cerca de US$ 67 milhões no período de 3 anos”, afirma o BBI.