Petróleo

Brent abaixo de US$ 60? ‘Esse mercado não existe mais no curto prazo’, afirma especialista da Empiricus

16 jun 2026, 13:53 - atualizado em 16 jun 2026, 13:53
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(iStock.com/Lightspruch)

“Acreditamos que um Brent abaixo dos US$ 60 é um mercado que não existe mais, pelo menos em um curto espaço de tempo, pois existe um prêmio de risco que foi adicionado com a guerra”, afirmou Ruy Hungria, analista da Empiricus Research em entrevista ao Giro do Mercado.

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As notícias do acordo a ser assinado entre Estados Unidos e Irã impactaram os preços do petróleo às vésperas das decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, com o Brent chegando abaixo dos US$ 80 nesta manhã.

Segundo Hungria, o resultado já era esperado, mas o otimismo do mercado ainda deve ser controlado: “a queda do petróleo acaba sendo normal, é o que se esperaria. Acima dos US$ 100 era um desequilíbrio. O mercado acredita que o petróleo vai voltar rapidamente para o nível dos US$ 60, mas não achamos que seja provável, porque tivemos danos em estruturas e milhares de navios afetados no Estreito de Ormuz”.

Veja a análise completa no Giro do Mercado:

O especialista ainda ressaltou que boa parte do petróleo utilizado durante o período do bloqueio vinha de reservas estratégicas, que precisam ser recuperadas nos próximos meses.

Apesar disso, ele ainda afirmou que o alívio geopolítico traz melhores perspectivas para a inflação e taxas de juros.

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Ontem, com o anúncio, as petroleiras foram destaque do Ibovespa, formando o bloco de piores baixas do dia. No pregão de hoje, as quedas não foram tão altas, mas seguiam por volta do 12h. Para Hungria, as baixas não representam extremos negativos.

“A queda das ações não necessariamente indica que o cenário ficou muito ruim. É o mercado colocando a possibilidade de o petróleo chegar até o breakeven da Petrobras (PETR4) no preço. Esse valor está nos US$ 60, o que não acreditamos que deve acontecer, então entendemos que a Petrobras ainda deve seguir gerando um bom caixa”, afirmou.

O especialista ainda completou que outros movimentos, como liquidez e inflação, também são impactantes e devem ser considerados na análise das quedas. “Ainda acreditamos que Petrobras ainda é um bom nome, com yield (rendimento) interessante”, completou o analista.

Outra petroleira em destaque hoje foi a Brava Energia (BRAV3). A oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela Ecopetrol para aquisição do controle acionário da companhia foi temporariamente suspensa após a CVM determinar ajustes no edital da operação.

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A OPA destina-se à compra de 25% das ações da Brava por R$ 23 por papel e fará com que a Ecopetrol passe a ser titular de 51% do capital social da petroleira.

Para Hungria, em relação ao Brasil, o alívio geopolítico ainda é um sinal incerto para o mercado. Ele ressaltou que “é necessário ter na carteira ações que resilientes em qualquer cenário. O que eu sugiro é fugir de empresas que devem ser impactadas nos piores casos, especialmente aquelas com endividamento elevado”.

*Com supervisão de Renan Sousa

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.

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