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Bruno Eiras: ativos de crédito estruturado ganham espaço

13 out 2020, 17:14 - atualizado em 13 out 2020, 17:14
“O crédito estruturado é um ativo que pode possuir como lastro um fluxo de pagamentos futuros, ou seja, é uma estrutura que unifica uma série de recebíveis”, informou Eiras Imagem: Divulgação/Devant)

A oferta de ativos de crédito privado convencionais, como as debêntures e letras financeiras, cresceu significativamente nos últimos anos e, mesmo com todas as incertezas trazidas pela pandemia do Covid-19, esses investimentos se mantêm como alternativa importante na composição da carteira do investidor.

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Paralelamente ao crescimento desses ativos convencionais, há a figura do crédito estruturado, ativo que vem ganhando cada vez mais espaço no mercado. 

De forma simplificada e como exemplo, o crédito estruturado é um ativo que pode possuir como lastro um fluxo de pagamentos futuros, ou seja, é uma estrutura que unifica uma série de recebíveis.

Nessa estrutura, tais recebíveis são “empacotados”, constituindo um único ativo, e são distribuídos ao mercado com remunerações que tendem a ser mais atraentes. A demanda por ativos estruturados vem se intensificando significativamente, principalmente após a redução da taxa básica de juros (Taxa Selic) no Brasil. 

Uma série de fatores contribui para esse movimento. Com a demanda reprimida por conta da redução da oferta de crédito pelos entes públicos e pelos principais bancos privados, além do novo patamar da taxa de juros, novas empresas passaram a acessar o mercado de capitais.

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Nesse cenário, as debêntures deixam de ser o único veículo utilizado para financiamento próprio e os CRIs, CRAs e FIDCs também surgem como possibilidades interessantes ao empresário. Além disso, dependendo da estrutura que tiverem, essas operações oferecem um prêmio de crédito que faz brilhar os olhos do investidor. 

O principal atrativo desses ativos está relacionado às possibilidades de remunerações mais interessantes, ainda que sejam de renda fixa.

As operações são suportadas por sua estrutura –  geralmente possuem pulverização de recebíveis e sobregarantia de lastro e garantias juridicamente bem amarradas, dentre outros fatores  –  e, devido a essa complexidade, demandam maior avaliação, análise minuciosa e observação de itens inerentes à sua performance. 

Por conta de sua estrutura, investir nesses ativos requer debruçar-se em questões que vão além dos filtros quantitativos e qualitativos iniciais.

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É necessário analisar os aspectos legais que envolvem a operação, principalmente com relação às garantias envolvidas, à robustez jurídica dos contratos de cessão e alienação fiduciária, além de verificar a veracidade e qualidade do lastro e o histórico do comportamento passado. E essa auditoria, a nosso ver, deve ser realizada não por amostragem, mas de maneira integral (100% do lastro) sob todos esses aspectos.

Além disso, em alguns casos é necessária a realização de análises mercadológicas aprofundadas. No caso de um CRI, por exemplo, que naturalmente envolve um projeto imobiliário, é importante concluir se determinado projeto e localização são adequados/suficientes, no âmbito das tendências e perspectivas de cada setor.

A relação de risco e retorno do crédito estruturado precisa ser avaliada no detalhe e, por isso, é recomendado que a seleção desses ativos seja realizada por gestores especializados.

O investimento via fundos tende a ser a maneira mais assertiva, pois além de possibilitarem uma diversificação maior – resultando em mitigação do risco – eles são mais acessíveis e geralmente proporcionam uma liquidez mais previsível do que o investimento direto.

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Sobre

Bruno Eiras é Sócio-fundador e Diretor de Gestão da Devant Asset. Com mais de doze anos de experiência no mercado financeiro, foi trader de renda fixa na mesa proprietária da tesouraria dos bancos HSBC e Daycoval, sendo neste último membro do comitê executivo da tesouraria.

No Grupo RTSC, atuou como Portfolio Manager de crédito privado e renda fixa, onde é responsável pela idealização e gestão dos fundos Devant desde o início, em 2016. Formado em Engenharia de Produção pela FEI e PUCSP, com especialização em Administração de Empresas pela Alliant International University, nos EUA. Possui certificações CGA.

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