Carteira Recomendada

BTG vê pressão sobre Apple e troca por ação beneficiada pela IA; veja quem entra na carteira de BDRs

02 jul 2026, 11:17 - atualizado em 02 jul 2026, 11:17
robô
(Imagem: iStock/ Darren415)

O BTG Pactual promoveu mudanças em sua carteira recomendada de ações internacionais para julho. As indicações são formadas por Brazilian Depositary Receipts (BDRs ou certificados brasileiros de valores mobiliários), que representam na B3 as ações de empresas listadas fora do Brasil.

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A principal alteração foi a saída da Apple e a entrada da GE Vernova. Além disso, o banco elevou a exposição a Alphabet, Bank of America, Eli Lilly e Johnson & Johnson.

A retirada da Apple da carteira reflete preocupações com uma pressão crescente sobre as margens da companhia. O BTG destaca que os custos de memória necessários para a nova geração de produtos são entre seis e dez vezes superiores aos da geração anterior, limitando o potencial de repasse desses custos ao consumidor.

Para ocupar o espaço deixado pela fabricante do iPhone, o BTG escolheu a GE Vernova, companhia que considera uma das principais beneficiárias do ciclo estrutural de investimentos em infraestrutura elétrica impulsionado pela inteligência artificial.

Eles destacam que a inclusão da GE Vernova vem pela expectativa de que os resultados dos grandes grupos de tecnologia, os chamados hyperscalers, tragam revisões positivas para os planos de investimento em data centers.

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O BTG também aumentou a participação da Alphabet após a recente correção dos papéis. Na avaliação dos analistas, a queda de cerca de 7% das ações, motivada por preocupações relacionadas à saída de pesquisadores da DeepMind, não representa uma deterioração dos fundamentos da companhia.

Já a elevação da posição em Bank of America foi motivada pela perspectiva de forte retorno de capital aos acionistas. No primeiro trimestre de 2026, o banco recomprou US$ 7,2 bilhões em ações, um avanço de 60% na comparação anual, além de distribuir US$ 2 bilhões em dividendos.

Por fim, o BTG reforçou a exposição ao setor de saúde por meio de Eli Lilly e Johnson & Johnson. A avaliação é que o segmento oferece maior previsibilidade de resultados, forte geração de caixa e menor sensibilidade ao ciclo econômico, características consideradas importantes em um ambiente de maior incerteza e volatilidade para os mercados.

Confira a carteira completa:

EmpresaSetorBDRPeso
NvidiaTecnologiaNVDC3413%
AlphabetComunicaçãoGOGL3410%
MicrosoftTecnologiaMSFT349%
AmazonConsumo DiscricionárioAMZO348%
TSMCTecnologiaTSMC347%
Meta PlatformsComunicaçãoM1TA348%
Eli LillySaúdeLILY345%
Johnson & JohnsonSaúdeJNJB345%
Bank of AmericaFinanceiroBOAC348%
Coca-ColaConsumo não discricionárioCOCA344%
GE VernovaIndústriaGSGI344%
Goldman SachsFinanceiroG2EV346%
NetflixComunicaçãoNFLX343%
PalantirTecnologiaP2LT344%
NewmontMateriais básicosN1EM346%

*Com supervisão de Juliana Américo

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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