Cacau atinge máxima de um mês em Londres com temores persistentes do El Niño
Os contratos futuros do cacau negociados na bolsa de Londres atingiram a maior cotação em um mês nesta sexta-feira, impulsionados por preocupações de que as condições climáticas do El Niño possam prejudicar a produção na próxima safra de 2026/27.
Os mercados de cacau, açúcar bruto e café arábica de Nova York permaneceram fechados devido a um feriado nos Estados Unidos.
Os futuros de cacau fecharam com alta de 3%, a £3.294 por tonelada métrica, após atingirem sua maior cotação desde meados de maio, a £3.309.
O mercado registrou alta de quase 15% na semana, apoiado por indícios de que as safras principais de 2026/27 na África Ocidental podem ficar significativamente abaixo das desta temporada, com as condições climáticas do El Niño aumentando as preocupações com as perspectivas para as safras.
Os corretores afirmaram que os indicadores técnicos também foram favoráveis após a recente alta do mercado.
“Por enquanto, a tendência de alta constante e os indicadores favoráveis apontam para uma recuperação contínua, embora o movimento continue sendo controlado, e não impulsivo”, afirmou a corretora Sucden Financial em uma nota.
Café
O café robusta fechou em queda de 1%, a US$3.592 por tonelada, mas registrou alta de quase 2% na semana.
Os corretores afirmaram que o mercado foi sustentado por preocupações de que as condições do El Niño possam levar a um clima seco nos principais produtores de robusta, Vietnã e Indonésia, contribuindo para o aperto do mercado global na safra 2026/27.
Açúcar
O açúcar branco fechou com queda de 0,8%, a US$ 441,80 por tonelada, elevando as perdas da semana para quase 1%.
Os preços mais baixos da energia têm sido o principal fator por trás da modesta queda do açúcar nesta semana.
Os corretores afirmaram, no entanto, que a queda pode ser limitada, já que o preço está agora abaixo do custo de produção em muitos países, enquanto o El Niño poderia reduzir o potencial da safra.