Veja quais carros vendidos no Brasil podem ficar mais baratos após medida de Milei
A Argentina zerou o imposto de exportação, atualmente em 4,5%, para veículos produzidos no país. A medida começará a valer em julho de 2026 e terá duração inicial de um ano.
Segundo a Adefa, associação que representa as fabricantes de automóveis argentinas, o tributo prejudicava a competitividade dos veículos produzidos localmente.
Com a mudança, a expectativa da indústria é reduzir em cerca de 2% o custo final das exportações, o que pode impactar os preços dos carros vendidos em mercados internacionais, incluindo o Brasil.
Competitividade mais acirrada
O imposto sobre a exportação de veículos argentinos encarecia os produtos quando chegavam a outros mercados.
Com isso, os automóveis produzidos no país competiam em desvantagem com modelos fabricados em nações que não adotam esse tipo de tributação.
No caso do Brasil, a China se consolidou como a principal concorrente da Argentina, ampliando sua participação nas importações automotivas e reduzindo a vantagem histórica dos argentinos, que durante anos lideraram as exportações de veículos para o mercado brasileiro.
Em 2026, os chineses assumiram a liderança nas exportações para o Brasil, impulsionados principalmente pelo avanço dos veículos elétricos. Já a Argentina exportou 54,9 mil unidades para o mercado brasileiro entre janeiro e abril.
A medida foi tomada pelo presidente argentino Javier Milei, que afirmou que a medida tem o intuito de diminuir o poder estatal e fortalecer a indústria local.
Quais carros produzidos na Argentina podem ser impactados?
Entre os principais modelos fabricados na Argentina e exportados para o Brasil estão:
- Volkswagen Amarok;
- Ford Ranger;
- Fiat Cronos;
- Fiat Titano;
- Toyota Hilux;
- Toyota SW4;
- Peugeot 208;
- Peugeot 2008.
Em breve, a Renault também iniciará a produção em série da picape Niagara, cujo lançamento está confirmado para setembro.