Soja sobe em Chicago por clima para safra dos EUA e alta do petróleo
Os contratos futuros de soja negociados na bolsa de Chicago encerraram em alta nesta segunda-feira, após atingirem seus níveis mais altos desde o final de maio durante o pregão, impulsionados pelas previsões de condições climáticas adversas para a safra no Meio-Oeste e pela alta acentuada dos futuros do petróleo, segundo corretores.
O vencimento agosto da soja fechou com ganho de 5 centavos, ou 0,4%, a US$11,9675 por bushel. O novembro encerrou com alta de 4 centavos, ou 0,3%, a US$11,9475 o bushel, após atingir US$12,0725, a maior cotação do contrato desde 19 de maio.
Previsões indicavam tempo quente e predominantemente seco para a metade ocidental do cinturão agrícola do Meio-Oeste dos EUA nesta semana, com possibilidade de se estender até a próxima semana, ameaçando o potencial de rendimento das safras.
De outro lado, o petróleo subiu mais de 9% depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos estavam restabelecendo um bloqueio naval ao Irã, reacendendo as preocupações com os embarques de energia pelo Estreito de Ormuz.
Os futuros de soja e óleo de soja às vezes acompanham a evolução do petróleo bruto devido ao papel do óleo de soja como matéria-prima para o biodiesel.
O milho também subiu por preocupações climáticas nos EUA e na esteira da alta do petróleo, já que o cereal é utilizado também para a produção de etanol.
O contrato da nova safra dos EUA, o dezembro, avançou 2,25 centavos, a US$4,6325 por bushel, após atingir US$4,695, seu nível mais alto desde 2 de junho.
Já o trigo da bolsa de Chicago fechou em baixa nesta segunda-feira, devido à realização de lucros após o forte salto de 3% registrado na sexta-feira, enquanto os operadores continuavam avaliando o impacto das interrupções no transporte marítimo pelo Mar de Azov — rota por onde passa um quarto das exportações de grãos da Rússia.
O contrato setembro fechou em queda de 5 centavos, ou 0,8%, a US$6,3525 por bushel, recuando após uma máxima no início do pregão para US$6,53, a maior cotação do contrato desde 26 de maio.
O trigo havia subido acentuadamente na sexta-feira devido a temores de que ataques ucranianos ao transporte marítimo pudessem interromper a importante rota de exportação do trigo russo pelo Mar de Azov. No entanto, nesta segunda-feira, os operadores pareciam estar minimizando a ameaça de interrupções no transporte, segundo analistas.