Recuperação Judicial

Casas Bahia (BHIA3): especialista avalia o que está por trás da RJ e o que esperar da empresa — e das varejistas

18 ago 2026, 13:50
casas bahia bhia3 recuperação extrajudicial
(Imagem: Divulgação/Casas Bahia)

A Casas Bahia (BHIA3) enfrenta um cenário desafiador, marcado principalmente pelos juros elevados, pelo endividamento e pela pressão sobre o consumo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na avaliação de Heitor de Nicola, especialista de renda variável da Avin, o ambiente atual pesa especialmente sobre empresas varejistas mais endividadas, já que o custo das dívidas aumenta, ao mesmo tempo em que o acesso ao crédito fica mais restrito.

Em entrevista ao Giro do Mercado, o especialista apontou que a inadimplência elevada das famílias também contribui para pressionar o setor. Além disso, a competição com empresas asiáticas e o avanço do e-commerce tornaram o ambiente ainda mais difícil para as varejistas. “O prejuízo bilionário da Casas Bahia foi consequência de todos esses fatores”, afirmou.

Confira a análise completa no Giro do Mercado

Para Nicola, o processo de recuperação judicial da Casas Bahia será um dos principais desafios para a companhia nos próximos anos. O próprio CEO da empresa, Renato Franklin, já sinalizou que 2027 tende a continuar sendo um período pressionado, mesmo durante o processo de reestruturação, diante da perspectiva de juros ainda elevados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O especialista de renda variável da Avin, porém, pondera que o cenário adverso enfrentado pela Casas Bahia não deve ser automaticamente estendido para todas as empresas do varejo. “Para o varejo como um todo, é importante analisarmos caso a caso”, disse.

Na visão de Nicola, embora o setor esteja tensionado, nem todas as companhias precisarão recorrer a uma recuperação extrajudicial ou judicial para reorganizar suas operações.

Por isso, após a divulgação dos balanços, ele recomenda que o investidor mantenha cautela e analise cada tese individualmente, evitando que o receio com o setor como um todo contamine a avaliação de empresas específicas.

“É importante ter atenção para tomar decisões e analisar os investimentos, principalmente agora, após os balanços. É importante entender as teses de forma individual e não se contaminar com o receio coletivo”, afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar