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Caso Libra (LIBRA): Ministério Público da Argentina não tem recursos para continuar investigação sobre criptomoeda promovida por Javier Milei

02 jun 2026, 11:09 - atualizado em 02 jun 2026, 11:09
Javier Milei, presidente da Argentina, no dia de sua posse em 10 de dezembro de 2023 (Imagem: X/Presidência Argentina)
Javier Milei, presidente da Argentina, no dia de sua posse em 10 de dezembro de 2023 (Imagem: X/Presidência Argentina)

A Unidade Fiscal Especializada em Cibersegurança (UFECI) ligada ao Ministério Público da Argentina emitiu um comunicado informando que não tem recursos para dar sequência à investigação da criptomoeda Libra (LIBRA), promovida pelo presidente do país,Javier Milei. Relembre o caso no final desta reportagem.

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O pedido aconteceu no âmbito do processo que investiga o lançamento da criptomoeda LIBRA, em fevereiro de 2025. O promotor federal argentino, Eduardo Taiano, solicitou à UFECI que aprofundasse a investigação sobre essas e outras transferências realizadas em 3 e 13 de fevereiro que, no total, somam cerca de US$ 4,78 milhões.

A resposta do órgão, no entanto, chegou oito meses depois e em um documento uma página: a UFECI reconheceu não estar em “condições materiais” de realizar a análise solicitada das carteiras.

Indicou que, por enquanto, não contava com as ferramentas e as “licenças” tecnológicas necessárias para avançar, e que avisaria quando as tivesse.

Vale citar que a administração Milei vem reduzindo os investimentos em órgãos públicos, limitando ainda mais a capacidade dos investigadores de tocarem o processo adiante.

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Investigação da Libra (LIBRA)

A UFECI, sob a chefia do promotor Horacio Azzolin, teve um papel importante no andamento da investigação. Foi a Unidade, por exemplo, que reforçou a hipótese da existência de um fluxo de “informação privilegiada” que teria circulado antes do lançamento da moeda.

O órgão conseguiu identificar um grupo específico de 74 carteiras virtuais que adquiriram o ativo em grande volume em momentos-chave das negociações, utilizando a versão gratuita de um software de alta complexidade para rastrear operações com criptoativos e identificar fluxos de dinheiro.

Entretanto, a versão paga dessas ferramentas são caras, podendo variar entre US$ 50mil e US$ 400 mil, dependendo do número de computadores simultâneos utilizando o software, entre outras especificidades.

Relembre o caso

Javier Milei entrou em uma crise política após promover a criptomoeda LIBRA em uma postagem nas redes sociais. Leia o caso completo aqui.

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A divulgação fez o ativo disparar rapidamente, alcançando valorização superior a 90% e um valor de mercado de cerca de US$ 1,8 bilhão, mas a alta foi seguida por forte queda, gerando prejuízos a milhares de investidores.

Estima-se que mais de 40 mil pessoas tenham sido afetadas, em um possível esquema de “rug pull”, com perdas que podem ultrapassar US$ 4 bilhões.

A situação se agravou tanto que o presidente da Argentina recebeu mais de 100 pedidos de impeachment. O caso ganhou ainda mais repercussão após Hayden Mark Davis, cofundador da LIBRA, afirmar ser assessor do presidente e dizer que Milei apoiou o projeto — o que foi negado pelo círculo próximo do governo, embora existam postagens anteriores do próprio Milei mencionando Davis.

Além disso, denúncias formais acusam o presidente de participação em uma suposta fraude e pedem medidas judiciais, como apreensão de equipamentos e investigação dos envolvidos. Diante da repercussão, Milei apagou a postagem original e afirmou que não tinha conhecimento dos detalhes do projeto, alegando não possuir vínculo com a iniciativa.

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*Com informações do La Nación

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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