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Cenário para o Ibovespa piorou? XP corta preço-alvo em 2026; veja nova projeção e ações recomendadas

01 jul 2026, 15:23 - atualizado em 01 jul 2026, 15:23
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

A XP Investimentos considera que as ações brasileiras encerraram junho em baixa pressionadas pelas saídas de fluxos estrangeiros, mas superaram outros mercados no fim do mês, beneficiando-se da correção em ações ligadas à inteligência artificial (IA). Ainda assim, a corretora cortou o preço-alvo para o Ibovespa (IBOV).

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A XP reduziu de 205 mil pontos para 200 mil, como um reflexo da recente alta das taxas reais de longo prazo no Brasil.

Apesar da mudança, a corretora ainda considera dois fatores no radar para manter uma visão mais construtiva para as ações brasileiras, afirmam os estrategistas Fernando Ferreira, Raphael Figueiredo, Caio Souza e Antonio Mello.

Um dos motivos é o valuation e o técnico do IBOV, uma vez que o indicador proprietário de sentimento, algo que geralmente pesa contra, continua apontando para níveis de “pessimismo extremo”.

Já o outro é uma variável dos mercados globais: a possível continuidade da perda de força do trade de IA, o que, na avaliação da corretora, poderia beneficiar o Brasil com uma nova entrada de capital estrangeiro.

Pontos de atenção no segundo semestre

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Para os estrategistas da XP, os juros e a inflação devem continuar no radar dos investidores.

Após a recente alta das expectativas de inflação e de juros, o modelo quantitativo macro da corretora indica que o Brasil já entrou em um regime de inflação alta e deve migrar para um regime de juros em alta nos próximos meses. Essa combinação, afirmam, é desafiadora para as ações brasileiras.

“Embora a maior parte dos setores tenha historicamente ficado abaixo do índice, Bancos, Utilidades Públicas e Agro, Alimentos & Bebidas foram exceções relevantes. Do ponto de vista de fatores, ações de alta qualidade e baixo risco consistentemente superaram o mercado, enquanto small caps tenderam a sofrer em um ambiente de condições financeiras mais apertadas”, considera a corretora.

O segundo tema sob os holofotes do mercado é a proximidade das eleições presidenciais de outubro. Apesar de o aumento típico da volatilidade observado antes das eleições já tenha começado, o time de estrategistas da XP avalia que o mercado estará principalmente atento às sinalizações sobre a trajetória fiscal a partir de 2027.

Quais ações são compra para a XP?

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Na carteira de julho, a XP adicionou a Rede D’Or (RDOR3), uma vez que considera a empresa como líder de mercado, com posicionamento forte tanto em hospitais quanto em saúde suplementar, sustentando ganhos contínuos de participação de mercado.

Por outro lado, a Copel (CPLE3) foi removida da carteira após a forte performance da ação nos últimos meses.

Além disso, a corretora aumentou o peso de Orizon (ORVR3) para 5,0%, de 2,5%. “Em nossa visão, o mercado ainda não precificou integralmente a criação de valor da transação com a Vital. A transação consolidou a Orizon como a maior plataforma de valorização de resíduos e economia circular da América Latina”, afirma.

Confira todas as recomendações da XP para julho:

CompanhiaTickerPeso
PetrobrasPETR45,0%
PRIOPRIO35,0%
GerdauGGBR45,0%
ValeVALE35,0%
Lojas RennerLREN35,0%
LocalizaRENT310,0%
EmbraerEMBR35,0%
TOTVSTOTS35,0%
IguatemiIGTI1110,0%
Rede D’OrRDOR37,5%
SabespSBSP35,0%
OrizonORVR35,0%
B3B3SA37,5%
Itaú UnibancoITUB410,0%
BTG PactualBPAC115,0%
NubankROXO345,0%
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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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