Cenário para o Ibovespa piorou? XP corta preço-alvo em 2026; veja nova projeção e ações recomendadas
A XP Investimentos considera que as ações brasileiras encerraram junho em baixa pressionadas pelas saídas de fluxos estrangeiros, mas superaram outros mercados no fim do mês, beneficiando-se da correção em ações ligadas à inteligência artificial (IA). Ainda assim, a corretora cortou o preço-alvo para o Ibovespa (IBOV).
A XP reduziu de 205 mil pontos para 200 mil, como um reflexo da recente alta das taxas reais de longo prazo no Brasil.
Apesar da mudança, a corretora ainda considera dois fatores no radar para manter uma visão mais construtiva para as ações brasileiras, afirmam os estrategistas Fernando Ferreira, Raphael Figueiredo, Caio Souza e Antonio Mello.
Um dos motivos é o valuation e o técnico do IBOV, uma vez que o indicador proprietário de sentimento, algo que geralmente pesa contra, continua apontando para níveis de “pessimismo extremo”.
Já o outro é uma variável dos mercados globais: a possível continuidade da perda de força do trade de IA, o que, na avaliação da corretora, poderia beneficiar o Brasil com uma nova entrada de capital estrangeiro.
Pontos de atenção no segundo semestre
Para os estrategistas da XP, os juros e a inflação devem continuar no radar dos investidores.
Após a recente alta das expectativas de inflação e de juros, o modelo quantitativo macro da corretora indica que o Brasil já entrou em um regime de inflação alta e deve migrar para um regime de juros em alta nos próximos meses. Essa combinação, afirmam, é desafiadora para as ações brasileiras.
“Embora a maior parte dos setores tenha historicamente ficado abaixo do índice, Bancos, Utilidades Públicas e Agro, Alimentos & Bebidas foram exceções relevantes. Do ponto de vista de fatores, ações de alta qualidade e baixo risco consistentemente superaram o mercado, enquanto small caps tenderam a sofrer em um ambiente de condições financeiras mais apertadas”, considera a corretora.
O segundo tema sob os holofotes do mercado é a proximidade das eleições presidenciais de outubro. Apesar de o aumento típico da volatilidade observado antes das eleições já tenha começado, o time de estrategistas da XP avalia que o mercado estará principalmente atento às sinalizações sobre a trajetória fiscal a partir de 2027.
Quais ações são compra para a XP?
Na carteira de julho, a XP adicionou a Rede D’Or (RDOR3), uma vez que considera a empresa como líder de mercado, com posicionamento forte tanto em hospitais quanto em saúde suplementar, sustentando ganhos contínuos de participação de mercado.
Por outro lado, a Copel (CPLE3) foi removida da carteira após a forte performance da ação nos últimos meses.
Além disso, a corretora aumentou o peso de Orizon (ORVR3) para 5,0%, de 2,5%. “Em nossa visão, o mercado ainda não precificou integralmente a criação de valor da transação com a Vital. A transação consolidou a Orizon como a maior plataforma de valorização de resíduos e economia circular da América Latina”, afirma.
Confira todas as recomendações da XP para julho:
| Companhia | Ticker | Peso |
|---|---|---|
| Petrobras | PETR4 | 5,0% |
| PRIO | PRIO3 | 5,0% |
| Gerdau | GGBR4 | 5,0% |
| Vale | VALE3 | 5,0% |
| Lojas Renner | LREN3 | 5,0% |
| Localiza | RENT3 | 10,0% |
| Embraer | EMBR3 | 5,0% |
| TOTVS | TOTS3 | 5,0% |
| Iguatemi | IGTI11 | 10,0% |
| Rede D’Or | RDOR3 | 7,5% |
| Sabesp | SBSP3 | 5,0% |
| Orizon | ORVR3 | 5,0% |
| B3 | B3SA3 | 7,5% |
| Itaú Unibanco | ITUB4 | 10,0% |
| BTG Pactual | BPAC11 | 5,0% |
| Nubank | ROXO34 | 5,0% |