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CEO do Banco do Brasil (BBAS3): Quem tem, mantenha, e quem não tem, compre

15 ago 2025, 13:29 - atualizado em 15 ago 2025, 13:50
Tarciana Medeiros - Mulheres mais poderosas do mundo Forbes
(Imagem: Divulgação BB)

Apesar da desconfiança, a gestão do Banco do Brasil (BBAS3) mostra confiança de que 2025 está sendo atípico e que o banco conseguira virar o jogo em 2026.

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Questionado pelo Money Times em conferência de resultados como via o pessimismo de alguns analistas e de parte do mercado, a CEO, Tarciana Medeiros, foi direta: quem tem, mantenha, e quem não tem, compre.

“E dizer o seguinte, nos últimos anos, acho que em 2023 a gente pagou 40%, em 2024 pagamos 45%, a soma do que nós já pagamos de dividendos nessa gestão nos últimos dois anos e meio, ela é maior do que a soma dos últimos cinco anos anteriores”, afirmou.

Junto com os resultados, o BB também anunciou queda do payout de 40% para 30%.

Nos cálculos do Safra, o novo payout de 30% representa R$ 6,2 bilhões em JCP, yield bruto de 5,4% (4,6% líquido), “o que não sustenta uma tese de dividendos atrativa”.

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“Então o recado que eu dou para o investidor é, aguarde 2025, a gente vai entregar para o mercado que a gente está se propondo a entregar, e 26 é um ano de recuperação”, afirmou a CEO.

Diante da queda do lucro, o BB atualizou estimativas que tinha suspendido anteriormente, entre elas a de lucro líquido ajustado, agora calculado entre R$ 21 bilhões e R$ 25 bilhões em 2025.

Antes de suspender em maio, previa entre R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões.

Ainda segundo a executiva, o pequeno investidor que confiou ao Banco do Brasil as suas economia, “a sua expectativa de dividendos, eles serão honrados”.

Efeito manada em Banco do Brasil

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O CFO Geovanne Tobias lembra do efeito manada. No ano, o Banco do Brasil desaba 30% em meio aos resultados ruins.

“Há muitos investidores que começam ali nas mídias sociais e relatórios e é aquele velho fenômeno manada, eles entram na alta e vendem na baixa”, afirma.

Ainda segundo ele, se olhar a correção que aconteceu do papel, hoje o Banco do Brasil está sendo negociado perto de 60% do valor patrimonial dele, do valor de dívida dele.

“É de se esperar que caia refletindo essa queda no lucro, por conta de todos esses ajustes que a gente está fazendo”, diz.

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Na sua visão, o preço do BB é conjuntural, refletindo um aumento do curto prazo que não significa necessariamente a sustentabilidade de resultado que o Banco do Brasil é capaz de gerar.

“Isso abre, sim, uma oportunidade enorme para quem acredita no Banco do Brasil, acredita no nosso propósito e conhece essa empresa. É uma empresa que tem mais de 200 anos de história e que sempre foi tida como uma boa pagadora de dividendos”.

“Esse ciclo vai passar e o Banco do Brasil vai retornar ao patamar de rentabilidade que ele estava. Então, é um excelente momento de entrada, mesmo considerando um yield que também não é um yield ruim”.

Tobias recorda que se comparar o yield do Banco do Brasil com o de outras empresas, vai estar pagando 6% de yield, para uma ação que hoje está sendo negociada 60% do valor patrimonial.

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“Ou seja, é como se você falasse que o Banco vale menos do que o que está no livro dela, no balanço. Agora, se você quer efetivamente curto prazo, cuidado, eu acho que o investidor tem que se informar. A gente deu o quarto maior lucro da história do Banco do Brasil”.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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