Citi retoma cobertura da Iochpe-Maxion (MYPK3) com previsão de melhora no 2T26, mas mantém recomendação neutra
A Iochpe-Maxion (MYPK3) deve apresentar um segundo trimestre de 2026 (2T26) ainda pressionado, mas com perspectivas de recuperação nos últimos seis meses do ano, segundo analistas do Citi.
Em prévia para o 2T26 divulgada nesta terça-feira (21), o banco estima receita de R$ 3,9 bilhões, o equivalente a uma queda de 3% na comparação anual, e margem Ebitda de 10,5%, 50 pontos-base abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.
Os analistas também projetam lucro líquido de R$ 70 milhões, o que representa uma melhora em relação ao primeiro trimestre do ano. Ainda assim, o resultado deve permanecer abaixo do registrado no mesmo período de 2025.
O Citi vê melhora gradual das tendências operacionais da companhia, acompanhando a recuperação da demanda em mercados importantes para a empresa. Ainda assim, o banco retomou a cobertura da ação com recomendação neutra/alto risco.
A Iochpe-Maxion divulgará os resultados do 2T26 em 5 de agosto, em horário ainda não informado pela companhia. Por volta das 12h13 (horário de Brasília), as ações da companhia recuavam 0,11%, a R$ 9,33.
Melhora da demanda
Mercado global
O Citi enxerga melhora gradual das condições de demanda nos principais mercados da companhia, sobretudo na América do Norte e na Índia.
Segundo os analistas, nos Estados Unidos, a necessidade de renovação de frotas e a proximidade de novas regulamentações ambientais devem sustentar a demanda por caminhões.
Além disso, a companhia continua superando o desempenho dos mercados na Europa por meio de ganhos de participação de mercado, especialmente no segmento de veículos comerciais, mesmo diante da forte concorrência dos fabricantes chineses.
A Ásia também se destaca positivamente, com a Índia permanecendo como principal motor de crescimento da região e sustentando uma perspectiva favorável para o médio prazo da companhia.
Mercado brasileiro
A perspectiva do Citi para a demanda no mercado brasileiro permanece mista.
No Brasil, a produção de veículos comerciais caiu 4% no trimestre, prejudicando a demanda por rodas e componentes estruturais. Por outro lado, a produção de veículos leves apresentou forte crescimento, com avanço de 17% na comparação anual no 2T26.
Por isso, o banco adota uma visão mais positiva para as tendências operacionais da Iochpe-Maxion no segundo semestre de 2026, com recuperação das margens apoiada por maiores volumes, diluição de custos fixos e normalização do repasse dos custos de matérias-primas.
*Sob supervisão de Juliana Américo