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Citi vê plano de reestruturação como potencial virada para Braskem (BRKM5) e projeta alta de 24% das ações

11 jun 2026, 12:36 - atualizado em 11 jun 2026, 13:02
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(Imagem: Divulgação/Braskem)

As negociações da Braskem (BRKM5) com credores é um gatilho de valorização das ações, na avaliação do Citi.

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Para os analistas, as notícias recentes sobre avanços nas discussões sobre um possível plano de reestruturação financeira indicam que a nova administração da Braskem tem discutido alternativas com credores, o que pode resultar em condições mais favoráveis para a empresa.

Entre os cenários analisados pelo banco estão um período de carência para pagamento de dívidas e juros até o fim de 2027 e descontos sobre a dívida bruta entre 5% e 25%.

Caso essas condições sejam implementadas e não haja conversão de dívida em ações, a companhia, na visão do Citi, “teria condições de reduzir sua alavancagem no curto prazo”.

Apesar da perspectiva mais positiva, o banco mantém recomendação neutra/alto risco para BRKM5 e cortou o preço-alvo dos papéis de R$ 14 para R$ 11,50 no fim deste ano – o que ainda implica em um potencial de valorização de 24% sobre o preço de fechamento anterior.

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A revisão reflete a deterioração do cenário para os preços e spreads petroquímicos globais, segundo os analistas.

Nesta quinta-feira (11), as ações da petroquímica operam em forte alta em reação ao anúncio de uma potencial oferta pública de aquisição de ações (OPA). A operação foi protocolada pelo Fundo de Investimento Shine I (FIP), da gestora IG4 Capital – que passou a integrar o bloco de controle da petroquímica na semana passada.

Por volta de 12h10 (horário de Brasília), BRKM5 subia 3,66%, a R$ 9,62, entre as maiores altas do Ibovespa (IBOV). Na máxima intradia, os papéis chegaram a subir 11,10% (R$ 10,31).

No ano, BRKM5 acumula valorização de 22%.

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Mercado petroquímico sob pressão

No relatório, o Citi ainda destaca que cenário para o setor continua “desafiador”.

Para os analistas, as tensões geopolíticas no Oriente Médio continuam sendo uma fonte de incerteza, mas o impacto imediato do conflito sobre os preços tem sido ofuscado pelos fundamentos fracos do mercado.

“Após um período de alta impulsionada por restrições de oferta em março e abril, o mercado agora enfrenta uma correção motivada pela demanda fraca e pelo aumento da disponibilidade de produtos”, diz o relatório.

Além disso, o banco avalia que a entrada de cargas asiáticas mais competitivas vem reduzindo a diferença de preços entre a Ásia e os mercados ocidentais, pressionando as cotações na Europa e nas Américas.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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