Como a Track Field (TFCO4) desafia a crise do varejo enquanto Casas Bahia (BHIA3) luta para sobreviver
A recuperação judicial da Casas Bahia (BHIA3) anunciada nos últimos dias não chegou a ser uma grande surpresa.
Após um longo período de juros elevados, aumento do endividamento das famílias, mudanças nos hábitos de consumo e maior concorrência das plataformas internacionais, o ambiente para a companhia – e para parte relevante do varejo – já vinha se deteriorando há algum tempo.
Ainda que o setor seja um dos mais sensíveis a esse conjunto de desafios, algumas empresas têm conseguido se destacar mesmo em um ambiente mais adverso.
A Track & Field (TFCO4) é um dos exemplos desse movimento. A companhia tem se beneficiado de tendências estruturais ligadas à moda fitness e à adoção de hábitos mais saudáveis pela população, refletidas no crescimento da prática de atividades físicas e na maior busca por produtos voltados ao bem-estar.
Em uma temporada de resultados marcada por dificuldades para diversas varejistas de vestuário, com pressão sobre receita, vendas nas mesmas lojas e margens, a companhia apresentou crescimento de 15% da receita líquida e 17% do ebitda, preservando níveis saudáveis de rentabilidade.
Além disso, negociando próxima de seus menores níveis de valuation dos últimos anos (9x lucro projetado para os próximos 12 meses), a Track & Field combina uma tese de crescimento atrativa com fundamentos sólidos, tornando-se uma alternativa interessante para exposição ao consumo doméstico de maior qualidade.