Comprar ou vender?

Santander (SABN11): UBS BB rebaixa recomendação para neutra e corta R$ 10 do preço-alvo de olho em OPA

24 ago 2026, 11:03 - atualizado em 24 ago 2026, 11:17
Mulher passa em frente a uma agência do Banco Santander no Rio de Janeiro, em 7 de outubro de 2009 REUTERS/Sergio Moraes

O UBS BB rebaixou a recomendação de ações de Santander (SANB11) de compra para neutro nesta segunda-feira (24) diante da possível oferta pública de aquisições de papéis (OPA) proposta pelo Santander Espanha.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os analistas do UBS também revisaram para baixo o preço-alvo das ações SANB11 de R$ 44 para R$ 34 – o que ainda implica um potencial de valorização de 15,1% sobre o preço de fechamento da última sexta-feira (21).

Nas contas do banco suíço, o preço-alvo de € 13,70 para o Santander (Grupo), combinado à relação de troca proposta e ao câmbio de € 1/R$ 6,00, resulta em um preço-alvo de R$ 34,00 para a unit do Santander Brasil, com potencial de alta limitado em relação aos níveis atuais.

Em julho, a sede do banco lançou uma oferta de troca de ações para adquirir os 10,7% restantes de participação minoritária no Santander Brasil que ainda não detém. A relação de troca definida foi de 0,4056 novas ações do Santander (Grupo) para cada unit do Santander Brasil (SANB11).

Desde então, as ações SANB11 acumulam valorização de cerca de 15%. No acumulado do ano, porém, o saldo é negativo em 8,2%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já nesta segunda-feira, os papéis do Santander operam em alta na B3. Por volta de 10h40, SANB11 subia 0,78%, a R$ 29,78, acompanhando o desempenho positivo do setor. No mesmo horário, o Índice Financeiro (IFNC) subia 0,33%.

Resultados mais fracos

Os analistas do UBS BB também consideram que o Santander Brasil reportou resultados “fracos” no segundo trimestre (2T26), com destaque para a queda de quase 20% do lucro líquido gerencial na comparação anual.

Segundo a equipe, o principal fator por trás do resultado abaixo do esperado e da contração sequencial foi a fraqueza da margem financeira com clientes (NII) e as provisões acima do esperado.

“A mudança na metodologia de baixas para prejuízo, combinada com casos específicos no segmento corporativo, explica parcialmente o aumento das provisões”, afirmam.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Isso nos levou a elevar nossa estimativa de custo de risco para 3,9% neste ano, ante 3,7% anteriormente. Uma taxa efetiva de imposto inferior à esperada compensou parcialmente esse impacto”, acrescentaram.

O UBS BB cortou as estimativas de lucro no período entre 2026 e 2028 em 12%, em média. Para este ano, o lucro esperado é de R$ 14 bilhões, ante R$ 16,3 bilhões da projeção anterior, e um Retorno Sobre o Patrimônio (ROE) de 14,3%.

Para 2027, a expectativa é de lucro de R$ 17 bilhões contra R$ 19,7 bilhões da estimativa anterior, e um ROE de 16,3%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar