Como vai funcionar o sepultamento de pets em jazigos de família após lei ser sancionada em São Paulo
Creche, terapia comportamental, alimentação personalizada e brinquedos especiais são algumas das coisas que parecem que pais proporcionam aos filhos e, de fato, é o que acontece — mas para os pets.
Cada vez mais, as novas gerações optam por adotar pets ao invés de terem filhos. Apesar disso, não é novidade que os bichinhos são os “xodós” das famílias, que querem se manter unidos para a eternidade, literalmente.
A tradição de enterrar os entes queridos após a morte é uma das poucas questões que se mantiveram pela história da humanidade.
Nesse contexto, criou-se uma demanda para que cães e gatos pudessem ser sepultados em jazigos pertencentes aos seus tutores ou familiares.
Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) acaba de sancionar uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa que autoriza os donos a sepultarem seus pets nos jazigos familiares.
Nem a morte vai separar os pets de seus donos
O Projeto Bob Coveiro foi inspirado na história de um cão que, por 10 anos, viveu em um cemitério em Taboão da Serra após a morte de sua tutora. Quando o cachorro Bob faleceu, foi autorizado seu enterro junto de sua dona.
O texto foi elaborado pelo deputado estadual Eduardo Nóbrega (Podemos) e reconhece o vínculo afetivo entre humanos e animais de estimação.
A lei dá autonomia aos municípios para estabelecer as regras sanitárias, ambientais e operacionais do serviço.
Cemitérios particulares também poderão, a partir das regulamentações legais, promover o sepultamento dos pets junto de seus donos. Vale destacar que as despesas serão inteiramente cobertas pelo proprietário do jazigo.
Ainda não está claro, porém, quanto vai custar o serviço.
Atualmente, a cremação é o método mais comum. O preço varia conforme o peso do animal. Para se ter uma noção, uma empresa que realiza esses serviços, a PetFênix, tem preços que começam em R$ 270,75 e vão até R$ 915,00.