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Compass pode levantar cerca de R$ 3 bilhões com IPO, dizem fontes

07 maio 2026, 17:43 - atualizado em 07 maio 2026, 17:45
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(Imagem: Divulgação/ Comgás)

A Compass Gás e Energia, controlada pelo conglomerado Cosan (CSAN3), poderá levantar perto de R$3 bilhões em uma oferta pública inicial (IPO) nesta quinta-feira, encerrando um jejum de quase cinco anos sem IPOs na B3, segundo duas fontes a par do assunto.

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A distribuidora de gás está ofertando 89,3 milhões de ações detidas por acionistas, incluindo a própria Cosan.

No início da tarde de quinta-feira, os pedidos eram quase três vezes maiores que a oferta, segundo uma das fontes. Apesar da forte demanda, a segunda pessoa acrescentou que o preço poderá ficar na base da faixa, em R$28 por ação.

A oferta está sendo feita em um intervalo entre R$28 e R$35 por ação, sendo que a venda no limite superior implicaria uma avaliação da empresa em cerca de R$25 bilhões.

Se concluída conforme o esperado, a oferta da Compass marcará o primeiro IPO na bolsa brasileira desde setembro de 2021, quando empresas, incluindo a Raízen — uma joint venture entre Cosan e Shell –, abriram seu capital.

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A oferta da Compass se encaixa na estratégia mais ampla da Cosan de vender ativos e reduzir a alavancagem, já que as altas taxas de juros têm afetado os resultados do grupo.

Uma das fontes afirmou que a Cosan utilizará cerca de 75% do valor total arrecadado com o IPO para amortizar dívidas.

A Cosan tentou realizar um IPO da Compass em 2020, mas arquivou a oferta devido a condições desfavoráveis ​​do mercado.

Apesar da prolongada escassez de IPOs no mercado local, empresas brasileiras como a Picpay, um banco digital pertencente à família Batista, e a fintech Agibank recentemente lançaram ações em bolsas de valores dos EUA.

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No entanto, as altas taxas de juros e as preocupações com a saúde fiscal do Brasil impediram que diversas empresas pudessem abrir seu capital no país nos últimos anos.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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