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Confira cinco fatos interessantes sobre mineração de cripto

01/03/2020 - 13:00
Traduzido e editado por Daniela Pereira do Nascimento
Pools (grupos) de mineração de cripto são uma resposta natural à questão que surge da mineração “solo”, pois há um alto risco financeiro em minerar sozinho dado o fato de que mineração é, basicamente, um jogo de azar (Imagem: Freepik/macrovector)

1. China é a maior mineradora de criptoativos

China é o maior “player” mundial quando se fala em mineração de cripto, que vem sofrendo escrutínio de autoridades que, como resultado, regularão a energia utilizada para mineração. China mantém de 60 a 75% da rede de mineração do bitcoin.

Mas esse quadro pode mudar por conta da epidemia do coronavírus, que reduziu a produção chinesa como um todo. Atraso de meses em mineradoras chinesas pode permitir que outras tomem a liderança com máquinas de última geração e grandes operações de fazendas de mineração.

Um exemplo é a Layer1 que, esta semana, anunciou ter iniciado operações de sua fazenda de mineração no Texas.

Uma forma popular de medir o consumo de energia de mineração é acessando índice, como o Bitcoin Energy Consumption Index, do site Digiconomist. Existe também o Ethereum Energy Consumption Index, que fornece dados sobre a mineração de ether.

Para permanecerem rentáveis, mineradoras irão se mudar para lugares onde o custo de eletricidade seja mais barato (Imagem: Freepik/macrovector)

2. Custos de mineração continuam aumentando

Muitos entusiastas de cripto irão, no máximo, minerar de seus quartos, apesar do custo ter disparado, tanto para equipamentos como para energia.

Para permanecerem rentáveis, mineradoras irão se mudar para lugares onde o custo de eletricidade seja mais barato.

Por exemplo, energia hidrelétrica barata tornou Suécia e Noruega em locais de interesse, assim como a Islândia, que se tornou o foco de mineradoras de cripto.

De acordo com um estudo da EliteFixtures, a Coreia do Sul é o país mais caro para a mineração de um único bitcoin, com custos chegando a US$ 26,170 por moeda. Enquanto isso, Venezuela, onde o custo por token é de apenas US$ 531, é o país mais barato.

A mineração de criptoativos evolui assim como o uso de energia elétrica. O aumento dos pools (grupos) de mineração de criptomoedas em escala global é rápido.

Alexander Blair, vice-presidente da Hosho, empresa de auditoria de contratos inteligentes e cibersegurança em blockchain, explica como pools de mineração em cripto têm sido uma resposta natural à questão que surge da mineração “solo”, pois há um alto risco financeiro em minerar sozinho dado o fato de que mineração é, basicamente, um jogo de azar.

Blair disse: “Soluções de agrupamento de mineração permite que grupos de pessoas se unam para tentar encontrar uma solução e que cada uma recebe uma parte da recompensa. Por conta disso, espera-se uma maior centralização. No entanto, essa não é uma questão a ser resolvida por meios técnicos, e sim por um contrato social firmado por desenvolvedores, mineradores e donos de pools”.

mecanismo de consenso proof of stake
Mecanismos de consenso ajudam a rede a se manter segura, evitando que o poder de validação fique para apenas uma pessoa ou um grupo de pessoas (Imagem: YouTube/Simply Explained – Savjee)

3. Proof-of-Work (PoW) x Proof-of-Stake (PoS): a realidade do cenário de consenso

Em termos de algoritmos de consenso, a taxonomia geral de criptoativos da Brave New Coin mostra que 30% dos ativos criptográficos usam PoW; 18%, PoS; 8%, um híbrido de PoW e PoS; 4%, novos mecanismos como o Proof-of-Capacity (PoC) do blockchain Burstcoin e o “Proof-of-Importance” (PoI) do blockchain NEM.

Cerca de 40% são emitidos ou como tokens provisórios ou Tokens de Protocolo.

4. A revolução canadense de mineração sustentável

A empresa canadense Hydro-Quebec hospeda 30 grandes mineradoras de criptoativos em sua rede.

Stéphane Paquet, vice-presidente da Montreal International, considera o Quebec um lugar para “bitcoin sustentável”.

De acordo com um relatório da Reuters, Hydro-Quebec fornece algumas das menores taxas de energia elétrica da América do Norte, cobrando uma taxa industrial de cerca de US$ 2,48 de quilowatts por hora (Kwh) para centros de dados e US$ 3,94 para investidores em criptoativos.

Os próprios componentes de processamento das máquinas de mineração precisaram evoluir assim como o bitcoin (Imagem: Freepik/macrovector)

5. A evolução dos chips de mineração de bitcoin

Para aqueles que quiserem saber mais sobre o processo de mineração: até agora, existem quatro fases da mineração de bitcoin.

CPUs (2009-2011): no início, qualquer notebook ou PC poderia minerar bitcoins facilmente. O processador CPU (unidade central de processamento) fornecia o poder computacional.

GPUs (2011-2013): conforme o valor do bitcoin foi aumentando, as unidades de processamento gráfico, existentes em computadores para jogos, começaram a ser usadas. Essas unidades conseguiam resolver os problemas SHA256 (algoritmo de hashing) mais rapidamente do que CPUs, mas eram mais caras.

FPGA (2011): A lógica por trás dos Arranjos de Portas Programáveis em Campo (“Field Programmable Gate Arrays”, em inglês) é tentar chegar o mais próximo possível do desempenho do hardware personalizado enquanto também permite que o dono da unidade a personalize ou a reconfigure “em campo”. Enquanto mineração de GPU dominou por mais de um ano, os dias da mineração de FPGA foram bem mais limitados; duraram apenas alguns meses antes de os ASICs chegarem.

ASICs (2013-): finalmente, conforme o valor do bitcoin disparou para mais de US$ 1 mil em 2013, um hardware específico de mineração foi criado para minerar bitcoin. Computadores com ASIC (circuitos integrados de aplicação específica) eram bem mais poderosos e eficientes em mineração do que GPUs, e agora são os que mantêm a rede Bitcoin funcionando. No entanto, são muito caros e foram criticados porque a maioria das pessoas não pode adquirí-los.

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Última atualização por Daniela Pereira do Nascimento - 26/02/2020 - 15:48