Bolsas da Europa fecham sem direção única com temores inflacionários
As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta sexta-feira (4) diante dos temores inflacionários com a continuidade do conflito no Oriente Médio.
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou com avanço de 0,12%, aos 649,88 pontos.
Em Londres, o FTSE 100 fechou estável (0,0%), a 10.831,09 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,10%, a 26.046,40 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve perda de 0,09%, a 8.278,77 pontos.
O que mexeu com a Europa hoje?
A perda semanal foi impulsionada pela escalada do conflito no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo bruto e aumentou as preocupações dos investidores com a inflação persistente, o aumento da dívida pública e uma prolongada política de aperto monetário.
Um relatório forte sobre empregos fora do setor agrícola nos Estados Unidos também influenciou o clima do mercado nesta sexta-feira, sinalizando estabilidade contínua no mercado de trabalho norte-americano e reforçando as expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) possa elevar a taxa de juros ainda neste mês.
Os investidores agora voltam sua atenção para os dados de inflação ao consumidor dos EUA, a serem divulgados na próxima semana, em busca de um sinal mais claro sobre a trajetória do Fed.
“A decisão do chair do Fed, Kevin Warsh, de olhar além da fraqueza do mercado de trabalho em Jackson Hole e se concentrar na inflação se mostrou acertada, e este relatório dá ao Fed mais munição para adotar medidas de aperto monetário em setembro”, disse Eric Merlis, diretor-gerente e codiretor de mercados globais da Citizens.
A perspectiva de taxa de juros mais alta nos EUA adicionou mais uma camada de pressão às ações globais, justamente quando as economias europeias enfrentam um crescimento lento e custos crescentes de energia.
As bolsas europeias encontraram suporte no final do pregão uma vez que os preços do petróleo no mercado intradiário recuaram e notícias corporativas melhoraram o ânimo dos investidores.
Liderando a alta do mercado, a Volkswagen subiu 5,9% depois que o conselho de supervisão da maior montadora da Europa chegou a um acordo de recuperação que evitou uma escalada do conflito com os sindicatos e o acionista Baixa Saxônia.
A montadora enfrenta pressão das tarifas de importação dos EUA e um mercado europeu estagnado, bem como rivais chineses agressivos, fatores que prejudicaram sua margem de lucro e pesaram sobre as ações. Apesar do ganho desta sexta-feira, suas ações acumulam queda de 22% no ano.