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Construtoras têm 4T25 forte, mas BTG acende alerta para média e alta renda; veja quem se destacou

06 abr 2026, 10:06 - atualizado em 06 abr 2026, 10:06
ações - construção civil - dividendos
Construtoras têm 4T25 forte, mas BTG acende alerta para média e alta renda; veja quem se destacou (Imagem: Getty Images/ leungchopan/ montagem Money Times)

As construtoras listadas em bolsa apresentaram resultados sólidos no quarto trimestre de 2025 (4T25), com destaque para as companhias voltadas à habitação popular, segundo avaliação do BTG Pactual.

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Em relatório, o banco apontou que o segmento de baixa renda foi especialmente beneficiado pelo bom momento do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que tem passado por atualizações frequentes em suas condições.

Na visão dos analistas, o cenário positivo do programa impulsionou as vendas consolidadas das empresas, que cresceram, em geral, 19% na base anual, resultando em um avanço de 36% na receita frente ao 4T24.

Segundo o BTG, com margens brutas em 35% (aumento de 160 pontos-base na comparação anual) e melhora no lucro líquido, os retornos das companhias também permaneceram elevados, com ROE médio de 43% entre outubro e dezembro (+600 pontos-base).

“Em nossa opinião, os principais destaques do último trimestre foram Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) no segmento de baixa renda”, afirmou o banco, avaliando que o grupo deve continuar se beneficiando do momento favorável do MCMV.

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Para este ano, seguimos otimistas com a habitação popular. A Tenda é nossa principal escolha (top pick), com as ações negociando a um múltiplo P/L de 6 vezes para 2026.”

Média e alta renda

Quanto às construtoras de média e alta renda, o BTG destacou que os resultados também permaneceram sólidos no 4T25, apesar de um cenário macroeconômico desafiador devido aos juros elevados

De acordo com o relatório, a demanda por novas moradias seguiu firme, com preços ainda em alta, embora sinais de desaceleração, especialmente nas pré-vendas, tenham sido observados.

A casa ressaltou que, embora o lucro líquido consolidado do segmento tenha subido 27% no 4T25 na comparação anual, o número foi impulsionado principalmente por Cyrela (CYRE3) e Moura Dubeux (MDNE3), enquanto as demais companhias reportaram queda nos lucros ou crescimento mais moderado.

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Mantemos uma visão cautelosa em relação à média e alta renda, diante dos primeiros sinais de que o ambiente macroeconômico está pesando sobre a demanda e devido a algum acúmulo de estoque no fim do ano passado”, afirmou o banco.

“Neste grupo, preferimos a Cyrela, negociada a um múltiplo P/L de 6 vezes para 2026, e Moura Dubeux, com P/L de 5,5 vezes.”

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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